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terça-feira, 22 de julho de 2025

CINCO BOAS RAZÕES PARA REZAR O TERÇO DA DIVINA MISERICÓRDIA

O Sistema Informativo da Arquidiocese do México (SIAME) publicou em 2017 um artigo no qual propõe cinco boas razões para rezar o terço da Divina Misericórdia pelas intenções pessoais, saúde de um enfermo, um moribundo ou pelo que cada pessoa tenha em seu coração. O artigo foi escrito por Alejandra María Sosa Elízaga e apresenta…

O Sistema Informativo da Arquidiocese do México (SIAME) publicou em 2017 um artigo no qual propõe cinco boas razões para rezar o terço da Divina Misericórdia pelas intenções pessoais, saúde de um enfermo, um moribundo ou pelo que cada pessoa tenha em seu coração.

O artigo foi escrito por Alejandra María Sosa Elízaga e apresenta as seguintes razões:

1. Jesus pede

Jesus apareceu a santa Faustina Kowalska, religiosa polonesa (1905-1938) e lhe pediu para divulgar a misericórdia divina através de três meios:

a) A imagem com a inscrição “Jesus, eu confio em Vós”.

Jesus disse: “Prometo que a alma que venerar esta Imagem não perecerá” (Diário de Santa Faustina, 48).

b) A festa da Divina Misericórdia, o segundo domingo da Páscoa (neste ano, 7 de abril).

Jesus disse: “Desejo que a Festa da Misericórdia seja refúgio e abrigo para todas as almas, especialmente para os pecadores (…). A alma que se confessar e comungar alcançará o perdão das culpas e das penas” (Diário, 699).

c) A oração que ele ditou: “O Terço da Divina Misericórdia”.

2. São obtidas graças extraordinárias

Jesus disse: “Oh, que grandes graças concederei às almas que recitarem esse Terço; as entranhas de Minha misericórdia se enternecem por quem reza este Terço” (Diário, 848).

Afirmou: “Ainda que o pecador seja o mais endurecido, se recitar este Terço uma só vez, alcançará a graça da Minha infinita misericórdia… desejo conceder graças inimagináveis às almas que confiam em Minha misericórdia” (Diário, 687).

Prometeu: “Defendo toda alma que recitar esse terço na hora da morte, como se fosse a Minha própria glória, ou quando outros o recitarem junto a um agonizante, eles conseguem a mesma indulgência” (Diário, 811).

3. O papa Francisco recomenda

No segundo domingo da Quaresma de 2016, o papa Francisco mandou distribuir entre os fiéis na Praça de São Pedro “caixinhas de Misericórdia”, “remédio para o mundo de hoje”, que continham a imagem do Senhor da Divina Misericórdia, a explicação do terço da Divina Misericórdia e um terço para rezar.

Em sua bula Misericordiae Vultus, o papa chama santa Faustina de “grande apóstola da Misericórdia” e pede sua intercessão.

4. É muito fácil de rezar

Jesus ensinou assim a santa Faustina: Reza-se “por meio do Terço do Rosário da seguinte maneira: Primeiro dirás o ‘Pai Nosso’, a ‘Ave Maria’ e o ‘Credo’. Depois, nas contas de ‘Pai Nosso’, dirás as seguintes palavras: ‘Eterno Pai, eu Vos ofereço o Corpo e Sangue, Alma e Divindade de Vosso diletíssimo Filho, Nosso Senhor Jesus Cristo, em expiação dos nossos pecados e do mundo inteiro’. Nas contas de ‘Ave Maria’ rezarás as seguintes palavras: ‘Pela Sua dolorosa Paixão, tende misericórdia de nós e do mundo inteiro’. No fim, rezarás três vezes estas palavras: ‘Deus Santo, Deus Forte, Deus Imortal, tende piedade de nós e do mundo inteiro’” (Diário, 476).

5. Só demora cinco minutos

Em um retiro com um grupo de seminaristas, Sosa Elízaga convidou para rezar em grupo o Terço às 15h, dizendo: “Só demora cinco minutos”. Ao terminar, um deles comentou: “Verifiquei com meu relógio e, efetivamente, são cinco minutos”.

Fonte: Vatican News

segunda-feira, 21 de outubro de 2019

A força do Rosário no processo de cura e libertação

O PODER DA ORAÇÃO: REZE O TERÇO

A força do Rosário no processo de cura e libertação
Texto de Danilo Gesualdo, Missionário Canção Nova.

A oração do Santo Rosário nos protege e nos dá força

Não tenho duvidas em afirmar que depois da Eucaristia, o meio mais eficaz para combater ao demônio, as suas tentações, e desterrar os seus planos perversos, é a Oração do Santo Rosário!

Imagem retirada da Internet

E por que o Santo Rosário tem uma força tão eficaz e poderosa contra o demônio?
Por que rezar o santo terço?
Primeiro, porque quando rezamos o Santo Rosário (ou o terço), nós estamos meditando na vida, a paixão, morte e ressurreição de Nosso Senhor Jesus Cristo e, é nesse  contemplar, recordar e rezar, que encontramos a força do Rosário!
Segundo, porque depois nós estamos recorrendo a Santíssima Virgem Maria, Mãe de Deus e nossa Mãe! E o fato de recorrermos à ela como mediadora das graças, e das necessidades que trazemos, provoca uma grande ira ao demônio e, também, revela sua grande impotência e medo diante da Virgem Maria!
Portanto, a oração do rosário nos leva a caminhar, e nos coloca dentro do próprio Evangelho, revelando a centralidade de Cristo! Nos coloca ao lado Daquela que o demônio jamais conseguiu manchar com o pecado, pois ela é a Imaculada Conceição, nos coloca debaixo da proteção Daquela que carrega sobre si o princípio Eterno de Deus que diz: “Porei ódio entre ti e a mulher, entre a tua descendência e a dela. Esta te ferirá a cabeça, e tu ferirás o calcanhar.” (Gn 3, 16).

O poder do rosário

O demônio não suporta a Virgem Maria, e tem mostrado isso diante de tantos relatos, que podemos testemunhar em nossos atendimentos de oração. O padre Gabriele Amorth, que foi um dos maiores exorcistas do nosso século, nos conta a seguinte história: “uma vez perguntei a satanás durante um exorcismo: ‘mas por que te assustas mais quando invoco a Nossa Senhora do que quando invoco a Jesus Cristo? ’
Respondeu: ‘porque me humilha mais ser derrotado por uma criatura humana, do que ser derrotado por Ele’”.
E ainda em um outro exorcismo, satanás disse através do possuído: “cada Ave-Maria do rosário é para mim um golpe na cabeça. Se os cristãos conhecessem o poder do Rosário, seria o meu fim”.
Um outro renomado exorcista, padre Francesco Bamonte, nos conta experiências reveladoras sobre a força do rosário e da Virgem Maria sobre o demônio: “na minha experiência de exorcista, notei que nenhuma oração extra-litúrgica é tão odiada, temida e hostilizada pelo demônio como o Santo Rosário. Um dia, enquanto eu pegava o terço para iniciar o ritual do exorcismo sobre uma possessa, o demônio exclamou:
– ‘É uma coisa que não suporto, não suporto! Aquele estúpido velho apelidara-a bem, tinha-lhe dado o nome certo: chamava-lhe “arma”, porque é uma verdadeira arma. Uma verdadeira arma contra nós’.
– Eu disse: ‘Em nome de Jesus, quem é o estúpido velho a que te referes?’
– ‘E ele: “Pio”
– ‘Padre Pio de Pietrelcina?’
– ‘Sim!’
– Então, eu rebati: ‘Não é um estúpido: é inteligente, sábio e devoto.’
– E ele: ‘Para nós é um estúpido. Ainda agora, aquele estúpido trabalha ao lado do Nazareno e Daquela Mulher que está lá em cima.’
– ‘Como se chama aquela mulher que está lá em cima?’
– ‘Chama-se como esta (e dirige um palavrão à pessoa possessa que se chamava Maria).’’
Padre Francesco Bamonte, também descreveu diversas frases que o demônio revelou durante os exorcismos, na qual destaco três:
“Cada conta desse terço, com que vós rezais, é para nós uma chicotada, queima-nos.”
“Quem se agarra a esta (e procurou arrancar o terço que eu tinha posto ao pescoço da pessoa possessa), nunca se perderá.”
“Quando contemplais os mistérios daquele terço, fico doente. São bastonadas! Arranca de mim muitas, muitas almas. Porque é Sua. Porque é Daquela.”

Os santos rezam diariamente o rosário

E diversos são os santos que tiveram experiências pela força da oração do rosário:
São João Maria Vianney dizia: “Com esta arma, afastei muitas almas do diabo.”
Santo Antonio Maria Claret: “Felizes as pessoas que rezam bem o Santo Rosário, porque Maria Santíssima lhes obterá graças na vida, graças na hora da morte e glória no Céu”.
Santa Teresinha do Menino Jesus: “Enquanto o Rosário for rezado, Deus não poderá abandonar o mundo, pois essa oração é poderosa em Seu coração”.
São Miguel Febres: “Um cristão sem Rosário é um soldado sem armas”.
Grandes ensinamentos, também, podemos aprender sobre a Virgem Maria e o Santo Rosário, através da Irmã Lucia, uma das crianças para qual a Virgem Maria apareceu em Fátima.
Assim irmã Lucia nos ensinou sobre o Rosário:
“Não há problema por mais difícil que seja: seja temporário e, sobretudo, espiritual; seja referente à vida pessoal de cada um de nós ou à vida de nossas famílias, do mundo ou comunidades religiosas, ou à vida dos povos e nações; não há problema, repito, por mais difícil que seja, que não possamos resolver agora com a oração do Santo Rosário (…). Por isso, o demônio fará todo o possível para nos distrair dessa devoção; nos colocará uma multidão de pretextos: cansaço, ocupações etc., para que não rezemos o Santo Rosário (…).
“O Rosário é a arma de combate das batalhas espirituais dos últimos tempos”.
O rosário e a cura e libertação
É por isso, meus irmãos, que eu não preciso dizer absolutamente mais nada sobre a força do Rosário e sua eficácia, quando falamos de processos de cura e libertação. É certamente a oração mais recomendada a ser praticada depois da Santa Missa!
Digo mais: para uma pessoa que vive algum tipo de influência diabólica, seja ela qual for; se a mesma participar fielmente e em estado de graça (sem pecados mortais) da missa diariamente, e rezar com fé e devoção o Santo Rosário diariamente, ela obterá a sua libertação definitiva muito rapidamente!
É isso que, em geral, recomendo às pessoas que acompanho, e tenho visto a eficácia e a força libertadora do Senhor agindo sobre essas pessoas!
Faça a experiência da oração do rosário diante das suas dificuldades, e depois conte-me as graças que alcançou.
Deus abençoe você!

Fonte: Canção Nova, em https://formacao.cancaonova.com/espiritualidade/cura-e-libertacao/forca-rosario-no-processo-de-cura-e-libertacao/, acesso em 21 de outubro, as 18h18.

sábado, 13 de abril de 2019

A Semana Maior, também chamada de Semana Santa: símbolos e significado

A Igreja propõe aos cristãos os sagrados mistérios da Paixão, Morte e Ressurreição do Filho de Deus, tornado Homem, para no martírio da Cruze na vitória sobre a morte, oferecer a todos os homens a graça da salvação.
7 abril 2019
Imagem: Os Símbolos da Semana Santa, Fonte: Internet.

Domingo de Ramos

O Domingo de Ramos dá início à Semana Santa e lembra a entrada triunfal de Jesus em Jerusalém, aclamado pelos judeus. A Igreja recorda os louvores da multidão cobrindo os caminhos para a passagem de Jesus, com ramos e matos proclamando: “Hosana ao Filho de Davi. Bendito o que vem em nome do Senhor”. (Lc 19, 38; Mt 21, 9). Com esse gesto, portando ramos durante a procissão, os cristãos de hoje manifestam sua fé em Jesus como Rei e Senhor.

Quinta-feira Santa

Celebramos a Instituição do Sacramento da Eucaristia. Jesus, desejoso de deixar aos homens um sinal da sua presença antes de morrer, instituiu a Eucaristia. Na Quinta-feira Santa, destacamos dois grandes acontecimentos:

Bênção dos Santos Óleos

Não se sabe com precisão, como e quando teve início a bênção conjunta dos três óleos litúrgicos. Fora de Roma, esta bênção acontecia em outros dias, como no Domingo de Ramos ou no Sábado de Aleluia. O motivo de se fixar tal celebração na Quinta-feira Santa deve-se ao fato de ser este último dia em que se celebra a missa antes da Vigília Pascal. São abençoados os seguintes óleos:

Óleo do Crisma

Uma mistura de óleo e bálsamo, significando a plenitude do Espírito Santo, revelando que o cristão deve irradiar “o bom perfume de Cristo”. É usado no sacramento da Confirmação (Crisma),quando o cristão é confirmado na graça e no dom do Espírito Santo, para viver como adulto na fé. Este óleo é usado também no sacramento para ungir os “escolhidos” que irão trabalhar no anúncio da Palavra de Deus, conduzindo o povo e santificando-o no ministério dos sacramentos. A cor que representa esse óleo é o branco ouro.

Óleo dos Catecúmenos

Catecúmenos são os que se preparam para receber o Batismo, sejam adultos ou crianças, antes do rito da água. Este óleo significa a libertação do mal, a força de Deus que penetra no catecúmeno, o liberta e prepara para o nascimento pela água e pelo Espírito. Sua cor é vermelha.

Óleo dos Enfermos

É usado no sacramento dos enfermos, conhecido erroneamente como “extrema unção”. Este óleo significa a força do Espírito de Deus para a provação da doença, para o fortalecimento da pessoa para enfrentar a dor e, inclusive a morte, se for vontade de Deus. Sua cor é roxa.

Instituição da Eucaristia e Cerimônia do Lava-pés

Com a Missa da Ceia do Senhor, celebrada na tarde de quinta-feira, a Igreja dá início ao chamado Tríduo Pascal e comemora a Última Ceia, na qual Jesus Cristo, na noite em que vai ser entregue, ofereceu a Deus Pai o seu Corpo e Sangue sob as espécies do Pão e do Vinho, e os entregou para os Apóstolos para que os tomassem, mandando-lhes também oferecer aos seus sucessores. Nesta missa faz-se, portanto, a memória da instituição da Eucaristia e do Sacerdócio. Durante a missa ocorre a cerimônia do Lava-Pés que lembra o gesto de Jesus na Última Ceia, quando lavou os pés dos seus apóstolos.

O sermão desta missa é conhecido como sermão do Mandato ou do Novo Mandamento e fala sobre a caridade ensinada e recomendada por Jesus Cristo. No final da Missa, faz-se a chamada Procissão do Translado do Santíssimo Sacramento ao altar-mor da igreja para uma capela, onde se tem o costume de fazer a adoração do Santíssimo durante toda a noite.

Sexta-feira Santa

Celebra-se a paixão e morte de Jesus Cristo. O silêncio, o jejum e a oração devem marcar este dia que, ao contrário do que muitos pensam, não deve ser vivido em clima de luto, mas de profundo respeito diante da morte do Senhor que, morrendo, foi vitorioso e trouxe a salvação para todos, ressurgindo para a vida eterna. Às 15 horas, horário em que Jesus foi morto, é celebrada a principal cerimônia do dia: a Paixão do Senhor. Ela consta de três partes: liturgia da Palavra, adoração da cruz e comunhão eucarística. Depois deste momento não há mais comunhão eucarística até que seja realizada a celebração da Páscoa, no Sábado Santo.

Sábado Santo

No Sábado Santo ou Sábado de Aleluia, a principal celebração é a “Vigília Pascal”.

Vigília Pascal

Inicia-se na noite do Sábado Santo em memória da noite santa da ressurreição gloriosa de Nosso Senhor Jesus Cristo. É a chamada “a mãe de todas as santas vigílias”, porque a Igreja mantém-se de vigília à espera da vitória do Senhor sobre a morte. Cinco elementos compõem a liturgia da Vigília Pascal: a bênção do fogo novo e do círio pascal; a proclamação da Páscoa, que é um canto de júbilo anunciando a Ressurreição do Senhor; a liturgia da Palavra, que é uma série de leituras sobre a história da Salvação; a renovação das promessas do Batismo e, por fim, a liturgia eucarística.

Domingo de Páscoa

A palavra “páscoa” vem do hebreu “Peseach” e significa “passagem”. Era vivamente comemorada pelos judeus do Antigo Testamento. A Páscoa que eles comemoram é a passagem do mar Vermelho, que ocorreu muitos anos antes de Cristo, quando Moisés conduziu o povo hebreu para fora do Egito, onde era escravo. Chegando às margens do Mar Vermelho, os judeus, perseguidos pelos exércitos do faraó teriam de atravessá-lo às pressas. Guiado por Deus, Moisés levantou seu bastão e as ondas se abriram, formando duas paredes de água, que ladeavam um corredor enxuto, por onde o povo passou.

Jesus também festejava a Páscoa. Foi o que Ele fez ao cear com seus discípulos. Condenado à morte na cruz e sepultado, ressuscitou três dias após, num domingo, logo depois da Páscoa judaica. A ressurreição de Jesus Cristo é o ponto central e mais importante da fé cristã. Através da sua ressurreição, Jesus prova que a morte não é o fim e que Ele é verdadeiramente o Filho de Deus. O temor dos discípulos em razão da morte de Jesus, na Sexta-feira, transforma-se em esperança e júbilo. É a partir deste momento que eles adquirem força para continuar anunciando a mensagem do Senhor. São celebradas missas festivas durante todo o domingo.

A data da Páscoa

A fixação das festas móveis decorre do cálculo que estabelece o Domingo da Páscoa de cada ano. A Páscoa deve ser celebrada no primeiro domingo após a primeira lua cheia que segue o equinócio da primavera, no Hemisfério Norte (21 de março). Se esse dia ocorrer depois do dia 21 de abril, a Páscoa será celebrada no domingo anterior. Se, porém, a lua cheia acontecer no dia 21 de março, sendo domingo, será celebrada dia 25 de abril.

A Páscoa não acontecerá nem antes de 22 de março, nem depois de 25 de abril. a Conhecendo-se a data da Páscoa, conheceremos a das outras festas móveis. Domingo de Carnaval – 49 dias antes da Páscoa. Quarta-feira de Cinzas – 46 dias antes da Páscoa. Domingo de Ramos – 7 dias antes da Páscoa. Domingo do Espírito Santo – 49 dias depois. Corpus Christi – 60 dias depois.

Símbolos da Páscoa

Cordeiro: O cordeiro era sacrificado no templo, no primeiro dia da páscoa, como memorial da libertação do Egito, na qual o sangue do cordeiro foi o sinal que livrou os seus primogênitos. Este cordeiro era degolado no templo. Os sacerdotes derramavam seu sangue junto ao altar e a carne era comida na ceia pascal. Aquele cordeiro prefigurava a Cristo, ao qual Paulo chama “nossa páscoa” (1Cor 5, 7).

João Batista, quando está junto ao Rio Jordão em companhia de alguns discípulos e vê Jesus passando, aponta-o em dois dias consecutivos dizendo: “Eis o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo” (Jo 1, 29e 36). Isaías o tinha visto também como cordeiro sacrificado por nossos pecados (Is 53, 7-12). Também o Apocalipse apresenta Cristo como cordeiro sacrificado, agora vivo e glorioso no céu. (Ap 5,6.12; 13, 8).

Pão e vinho: Na ceia do Senhor, Jesus escolheu o pão e o vinho para dar vazão ao seu amor. Representando o seu corpo e sangue, eles são dados aos seus discípulos para celebrar a vida eterna.

Cruz: A cruz mistifica todo o significado da Páscoa na ressurreição e também no sofrimento de Cristo. No Conselho de Nicéia, em 325 d.C., Constantino decretou a cruz como símbolo oficial do cristianismo. Símbolo da Páscoa, mas símbolo primordial da fé católica.

Círio Pascal: É uma grande vela que é acesa no fogo novo, no Sábado Santo, logo no início da celebração da Vigília Pascal. Assim como o fogo destrói as trevas, a luz que é Jesus Cristo afugenta toda a treva do erro, da morte, do pecado. É o símbolo de Jesus ressuscitado, a luz dos povos. Após a bênção do fogo acende-se, nele, o Círio. Faz-se a inscrição dos algarismos do ano em curso; depois cravam-se cinco grãos de incenso que lembram as cinco chagas de Jesus, e as letras “alfa” e ômega”, primeira e última letra do alfabeto grego, que significam o princípio e o fim de todas as coisas.

Viva bem a Quaresma e Semana Santa

Para bem viver o período da Quaresma e também a Semana Santa, preparamos conteúdos especiais sobre o caminho trilhado por Jesus, o Ressuscitado que passou pela Cruz.


SEMANA MAIOR
Como viver a Semana Santa?

Iniciamos, no Domingo de Ramos, mais uma Semana Santa com a entrada triunfal de Jesus na cidade de Jerusalém. Aí começa uma nova fase na história do povo de Israel, quando todos se voltam para a cena da Paixão, Morte e Ressurreição de Jesus Cristo.

Imagem Ilustrativa, Fonte: Internet.

A Semana Santa deve ser um tempo de recolhimento, interiorização e abertura do coração e da mente para o Deus da vida. Significa fazer uma parada para reflexão e reconstrução da espiritualidade, essencial para o equilíbrio emocional e a segurança no caminho natural da história de vida com mais objetividade e firmeza.

Lembramos, na Semana Santa, que as dificuldades não são para nos fazer desistir.

As dificuldades encontradas não são fracasso nem caminho sem saída; elas nos levam a firmar a esperança na luta por uma vida sem obstáculos intransponíveis. Foi o que aconteceu com Cristo, no trajeto da Paixão, culminando com Sua morte na cruz. Em todo o caminho, Ele passou por diversos atos de humilhação.
A estrada da cruz foi uma perfeita revelação da identidade de Jesus. Ele teve de enfrentar os atos de infidelidade e rebeldia do povo que estava sendo infiel ao projeto de Deus, inclusive sendo crucificado entre malfeitores. Jesus partilha da mesma sorte e dos mesmos sofrimentos dos assassinos e ladrões de sua época.

Associar ao sofrimento de Cristo

Na Semana Santa, devemos associar ao sofrimento de Cristo o mesmo que acontece com tantas famílias e pessoas violentadas em nosso tempo. Podemos dizer da violência armada, dos trágicos acidentes de trânsito, das doenças que causam morte, do surto da dengue, dos vícios que ceifam muita gente etc.
Jesus foi açoitado, esbofeteado, teve a barba arrancada, foi insultado e cuspido. O detalhe principal é que nenhum sofrimento O fez desistir de Sua missão nem ter atitude de vingança. Ele deixou claro que o perdão é mais forte que a vingança.

Devemos aprender com Ele e olhar a vida de forma positiva, sabendo que seu destino é projetado para a eternidade em Deus.

Dom Paulo M. Peixoto, Arcebispo de Uberaba (MG)

Fonte: Formação Comunidade Católica Shalom, em https://www.comshalom.org/a-semana-santa-simbolos-e-significado/, consultado em 13 de abril de 2019, as 18:00.
Formação Comunidade Católica Canção Nova, em https://formacao.cancaonova.com/liturgia/tempo-liturgico/quaresma/como-viver-a-semana-santa/, consultado em 13 de abril de 2019, as 18:15.

sexta-feira, 8 de março de 2019

Eis o tempo propício: Tempo da Quaresma - O que nos ensina a Palavra de Deus sobre este tempo de graças!

Tempo da Quaresma
Imagem: Internet
“Eis o Tempo de Conversão, eis o dia da salvação, ao Pai cantemos, juntos exaltemos, eis o tempo de conversação”

Este canto resume o Tempo da Quaresma e também nos aponta o caminho espiritual que devemos trilhar para bem viver este tempo e colher suas bênçãos e frutos! Para ajudar melhor viver este Tempo, trazemos uma breve reflexão sobre as três práticas chaves, recomendadas, sobretudo, neste tempo, mas que não deve ser praticadas só durante estes 40 dias, dado o significado do número 40 que você irá encontrar neste artigo. Boa Leitura!

O número 3 é um número simbólico recorrente várias vezes na Bíblia: três são as pessoas da Santíssima Trindade, três são as maiores virtudes (esperança, fé e caridade), três são os anos de ministério de Jesus, três são os dias que Jesus permaneceu na morada dos mortos, ressuscitando ao terceiro dia! Na Natureza, naquilo que Deus criou, vemos a predominância do número 3, características próprias dadas pelo seu Criador que é trino: na música: harmonia, ritmo e tempo; na física: altura, dimensão e profundidade; no tempo: passado, presente e futuro e assim por diante.
Também são 3 práticas principais que a Igreja nos recomenda na Quaresma: ORAÇÃO, JEJUM e CARIDADE! Neste texto iremos estudar e meditar sobre cada prática.

ORAÇÃO
Leia Lucas 4, 1-13 e texto complementar Marcos 1, 12-13.

Constantemente podemos nos esbarrar com este pensamento, "vocês só ficam na Igreja rezando, não trabalham não? Não se divertem?", são pessoas que acreditam que a oração seja uma perca de tempo. Para entender a importância da oração recorramos ao texto do Evangelho que estamos refletindo. Um primeiro elemento/símbolo dado é o DESERTO onde Jesus fica 40 dias. Assim, o Evangelho recorda a travessia do povo de Israel no deserto após ser liberto da escravidão do Egito. As Sagradas Escrituras nos diz que o Povo sob a liderança de Moisés levou 40 anos para fazer esta travessia do Deserto. Deserto significa a ausência de vida, a aridez de nossa vida, as dificuldades, simboliza também o silêncio ou retiro. Retiro é um tempo de reflexão, um momento de pararmos e refletir sobre nossa vida, como estamos vivendo? O que estou fazendo de certo ou errado? As decisões que estou tomando ou devo tomar? Aí o significado da QUARESMA.
Vejamos, aqui nos é apresentado outro símbolo, o número 40, que como os 40 anos ou 40 dias representa o tempo de Deus que é o Kairós - 1 dia pode ser 1 ano para Deus, como mil podem ser apenas 1 segundo. Também simboliza a TOTALIDADE ou o TODO, portanto, significa dizer, no caso de Jesus que em TODA a sua vida Ele foi tentado! Não quer dizer que apenas ele foi tentado no tempo em que ficou no deserto! Também, significa que basta este exemplo para falar de toda a sua vida, por exemplo, quantas coisas um escritor fez em sua vida, mas ele é recordado muitas vezes por um livro que escreveu.
Também nós somos tentados pelo pecado em toda a nossa vida. O Bom Jesus, se fez um como como nós, viveu como nós, se submeteu à condição humana para nos deixar o exemplo, contudo, o que nos difere do Mestre é que Ele não cometeu pecado nenhum!
A totalidade do número 40 associado ao símbolo do deserto recorda que toda a nossa vida deve ser este deserto, uma travessia, como a caminhada do Povo de Israel. Significa que toda nossa vida deve ser está reflexão, este retiro espiritual. Portanto, falar de Oração não significa falar apenas do Pai Nosso, da Ave Maria, de levantar as mãos, de ajoelhar-se, significa também que nossa vida deve ser uma constante oração/oblação para vencer os pecados que no Evangelho lido são três, aqui a referência novamente ao número 3.
Veja a palavra ORAÇÃO é a junção de dois radicais: ORAR + AÇÃO. A vida começa com a oração, passa pela oração e termina com a oração, ela deve ser toda Oração. Quantas vezes acordo, me levanto, passo todo o meu dia e depois vou dormir sem fazer minha oração, falar com Deus? É estranho um cristão que chama Deus de Pai e não ter esta intimidade com Ele, é a mesma coisa que um filho que mora com o pai sair de casa voltar e não falar nem um "oi" para ele. Oração é falar com Deus, amizade com Ele. 
Sabe porque muitas vezes não alcanço a vitória? É porque não rezo, não falo com Deus, tomo uma decisão sem parar para pensar, não coloco Deus à frente! Quando você vai fazer alguma coisa, qual é sua primeira atitude?
Como sugestão, sugerimos a você, ao acordar rezar a Oração do "Vinde Espírito Santo", desta forma começar assim o seu dia. Esta era um prática do papa São João Paulo II, um conselho de seu pai quando ele era uma criança.
Para encerrar esta parte, analisemos um trecho de uma música, já que falamos de deserto, Povo de Israel, se você souber cante: 

"Também sou teu povo, Senhor, e estou nesta estrada/ Somente a tua graça me basta e mais nada".

JEJUM
Leia Mateus 6,1-18.

Jejum também conhecido como sacrifício ou penitência é prática antiga, encontramos exemplos já no Antigo Testamento, como o profeta Elias, em São João Batista e entre os primeiros cristãos.
É recorrente escutar de muitos católicos: "Deus não quer sacrifícios e sim a misericórdia". Deus não pode contradizer a tua palavra. Desculpe-nos dizer, mas o católico que pensa e age assim está dando uma desculpa, é o cristão de conveniência, ou seja, fazer ou que é conveniente, aquilo que "me convém", "que gosto de fazer". Nada de esforços. Será que estou agindo certo, como bom católico? Católico que usa este versículo "Deus quer a misericórdia e não o sacrifício" de forma incorreta, para justificar uma tibieza, um conforto espiritual, não compreende o que o Mestre nos quer ensinar.
Muitos levam a oração apenas para o lado do pedido e da intercessão, abusando até muitas vezes, só lembrando de pedir, deixando de fazer sua parte! Quantos usam Deus como amuleto mágico, como o gênio da lâmpada apenas para atender os seus desejos, vontades e pedidos. É aí que mora a raiz da descrença e do abandono. Se Deus faz o milagre tudo bem, mas se não faz é fanfarrão, não existe. Lembra-te da passagem do Evangelho que Jesus foi levado a presença do rei Herodes e este lhe pediu um milagre para ele ver, como se Jesus fosse estes mágicos que apresentam seus números em shows apenas para entretenimento, fazendo disso um espetáculo. Como atualmente, nós vemos estes espetáculos! Recordemos as palavras do Divino Mestre: "Está geração adúltera e perversa pede um sinal, eu lhes digo: não será dado outro sinal do aquele do profeta Jonas".
Vejamos o que nos testemunha o missionário Lux et Pax  Raphael Araújo: "sou  católico apostólico romano, mas foi com uma irmã evangélica que aprendi o valor do Jejum! Ela me disse: 'quer alguma coisa? Quer alcançar uma bênção? Dobre o seus joelhos, reze e faça jejum!'. Não é qualquer oração, é uma oração fervorosa, não aquela que multiplica as palavras, mas que é espontânea e que nasce no coração. Não estou aqui discutindo qual denominação cristã é a verdadeira ou não e sim a experiência de fé dos cristãos. Se sou católico e escutei uma evangélica, sendo que isto se aprende já na minha igreja é assunto para outra conversa, aliás prefiro ficar com a frase do Pe. Zezinho, scj: 'Meu irmão que reza diferente, mas que tem a mesma fé no Deus Verdadeiro' e que por isso posso aprender, mesmo nas diferenças, com o testemunho e experiência de vida de cada cristão."
Parece que se está repetindo o tema oração, mas oração e jejum andam juntas, o jejum é o complemento de oração. Devemos aprender que a oração e o jejum são aliados para poder se vencer a batalha espiritual. Sim, trata-se de uma guerra, a oração e o jejum são nossas armas O jejum é a espada e a oração é o escudo! Não se trata de uma guerra contra homens e sim uma guerra espiritual e, a fé é o alimento e base desta oração e jejum. 
Vania uma mãe católica, deu este testemunho um dia: "minha filha que é evangélica, pode frequentar uma igreja que não concordo de ela ir lá, mas ela me surpreende com sua fé, todos os dias de manhã ela ora de joelhos ao pé da cama, fervorosamente e muitas vezes fala palavras de fé, como esta: 'Deus vai fazer'".
A oração é alimento espiritual, com ela nos alimentamos da Palavra de Deus, ou seja, escuto o que Ele me diz e também respondo quando falo com Ele. Já o jejum nos ensina o valor do sacrifício. Se Deus atende alguns de nossos pedidos devemos render ação de graças, mas se Ele não nos atende, devemos ser maduros suficientes espiritualmente, assim adquirimos sabedoria na vida!
Vejamos o exemplo de Moisés: enquanto o exército de Israel sob o comando de Josué combatia o exército de Amalec, Moisés com as mãos levantadas intercedia pelo seu exército. Enquanto ele mantinha as mãos levantadas o seu exército vencia, mas quando ele as abaixava era o oponente que vencia. Foi então que colocaram pedras debaixo dos braços de Moisés para apoia-los e assim o exército de Israel venceu. Moisés rezava e os braços levantados era o sacrifício. Este trecho nos fala da constância, da insistência e nos recorda outra passagem: os apóstolos rezavam incessantemente com Maria e foi assim que eles receberam o Espírito Santo. Se queres alcançar alguma coisa, lembra do que nos ensina Jesus em Marcos 9, 14-29.  Aqui um ensinamento de Santa Teresa de Calcutá nos ajuda muito: "se acreditas que rezou o suficiente, reze mais".
Nossa Senhora em suas aparições recomendou o sacrifício, no caso de Fátima, ela recomendou fazer penitência, no entanto, teve o cuidado materno de pedir a São Francisco Marto, um dos pastorinhos videntes, que não exagerasse. Deus não pede nada além de nossas capacidades físicas. Um sacrifício é como uma dieta, como exercícios físicos para emagrecer, mas não podemos exagerar, fazer conforme suportamos. Deus não quer que nos machuquemos, mas não significa que não devemos deixar de fazer o jejum, isto é muito importante de se dizer, não significa deixar de praticar o jejum! Quando falarmos de Caridade/Esmola vamos entender o versículo citado anteriormente: "Quero a misericórdia e não o sacrifício", Deus nos recomenda o jejum, mas do que adianta o jejum se não agimos com amor e misericórdia?
Lembremos que o Mandamento da Igreja nos pede a abstinência de carne na quarta-feira de Cinzas e na Sexta-feira Santa! Durante alguns dias da Quaresma, como as quartas e sextas será bom também fazer esta abstinência.
O jejum significa os sacrifícios cotidianos de cada dia, oferecer nossas dificuldades cotidianas é uma forma de jejum. O sacrifício é fazer a vontade de Deus, não a minha vontade, não aquilo que me convém, aquilo que acho certo ou gosto! Significa também o arrependimento sincero do coração, a conversão dos nossos pecados, mudança de vida, ir até o sacerdote e confessar nossos pecados, nos arrepender deles e mudar de vida! Ir na Igreja e participar  do Sacrifício da Santa Missa é um sacrifício da nossa parte, é fazer a vontade de Deus. Nesta quarta-feira o símbolo desta penitência e mudança de vida são as cinzas.
Mas fazer jejum não significa motivo de tristeza. Depois do carnaval, alguns vê a Quarta-feira de cinzas como nostalgia, dia de luto, ressaca. Jesus é quem preenche o vazio interior que carnaval e alegria do mundo nenhuma consegue preencher. Ele é a verdadeira felicidade, pois Ele é a própria felicidade que procuramos. Veja o que nos diz o Evangelho que estamos meditando: "quando fizeres jejum, não vos apresentai com o semblante triste, pelo contrário põe a melhor roupa e passa perfume na cabeça". Isto significa também dizer que diante das dificuldades da vida não devemos ficar com o semblante triste, reclamar dos problemas, pelo contrário.
Sorrir enquanto se está triste? Louvar a Deus pelas dificuldades? Sim, São Paulo nos ensina: "Alegrai-vos em todas circunstâncias, repito: Alegrai-vos". A oração de louvor e agradecimento nos ensina muito e é de grande poder. Santa Tereza de Calcutá não permitia que nenhuma de suas irmãzinhas saísse do convento para a missão sem ter um sorriso no rosto!
Não podia terminar sem falar do maior sacrifício que nos dá vida e salvação: a Morte de Jesus na Cruz. Nestes dias que antecede a Páscoa o convidamos você olhar com devoção para o crucifixo.
Sugestões de sacrifícios para esta Quaresma que nos ajudará a ver que jejum não se faz somente na Quaresma: desligar um pouco a televisão, durante o programa favorito para rezar; recitar o terço de Nossa Senhora; rezar a Via Sacra; 15 minutos de adoração diante de Jesus Sacramentado; procurar o sacerdote para uma boa confissão; praticar uma obra de misericórdia (ler próximo paragrafo falando sobre a esmola); não contar mentiras ou fofocas e tantos outros jejuns.

ESMOLA
Leia Mateus 25, 31-46 e texto complementar Mt 6, 1-4.

Esmola também conhecida como Caridade ou Obra de Misericórdia, vejamos do que se trata.
Se você leu as últimos dois capítulos em que falamos sobre as práticas da Quaresma, Oração e Jejum, irá perceber que conforme se foi desenvolvendo a reflexão houve como que uma repetência dos assuntos, enfatizando desta forma que o tripé de prática espiritual para a Quaresma - Oração, Jejum e Esmola - estão uma relacionada com a outra, uma complementado a outra, quase que se misturando, apesar de formar um todo, cada qual apresenta suas particularidades que se somam as particularidades das outras.
Esmola para alguns tem uma conotação negativa, ou seja, trata-se aqui de subestimar o sentido desta prática. Relacionamos esmola como resto, como algo indigno. Há aqueles que pensam que basta apenas dar esmola aos pobres para assim poder entrar no céu.
Primeiramente, devemos lembrar que esmola, trata-se de uma ajuda aquele que necessita. Não é apenas ajudar materialmente, vai além. Jesus pede no Evangelho que demos preferência, principalmente, aos pobres. Se levarmos em conta a questão do dinheiro, veremos que quem precisa de esmolas é o pobre. Porém, se esmola vai além do quesito material, então entendemos que também o rico precisa de nossa esmola. Quantos ricos não precisam de uma escola espiritual? 
Para entender melhor, vejamos o que o Papa Francisco nos ensinou: "a Igreja Católica não é uma ONG e os cristãos católicos não são voluntários!" A esmola aqui não deve ser subentendido apenas como assistencialismo, esmola é um gesto de caridade e caridade não é "fazer caridade", mas amar! Aqui o sentido da  esmola: o Amor! Caridade vem da palavra em latim "caritas" (lê-se cáritas) significa amor, bondade, compaixão, indulgência, perdão, já a palavra em latim vem do grego e neste idioma tem um significado especial: graça, ou seja, dar esmolas ou fazer caridade ao próximo como nos ensina os Santos Evangelhos é amar que é uma graça de Deus!
Para uma palavra quero chamar tua atenção: COMPAIXÃO, com+paixão, paixão é dor, sofrimento, quando falamos de compaixão estamos querendo dizer de sentir a tristeza, a dor do outro, sofrer seu sofrimento, ajudá-lo a passar por isto, ajudá-lo a carregar a sua cruz.
Observe que caridade, voltando ao tema jejum, também pode ser subentendido como um ato de sacrifício: amar o próximo, que pode ser de vários modos, visitar um família carente, um idoso, ajudar as vítimas de uma tragédia, dar conselhos, também orar pelos que fazem o mal, perdoar aqueles que nos ofenderam, apenas para citar alguns exemplos. A esmola, portanto, é um gesto concreto de oração e jejum, pois "do que adianta a fé sem as obras?" (cf. São Tiago, apóstolo e Santo Antônio de Pádua).
Também costumo dizer que caridade, agir de compaixão, é se fazer "fraco com os fracos" (São Paulo, apóstolo), mas isto não significa rebaixar sua dignidade, é questionável, por exemplo, se fazer morador de rua para ajudar um morador de rua, se não tenho dignidade, como vou dar dignidade ao outro? É como dois cegos, um não pode conduzir o outro. Devo sim me fazer amigo dos necessitados, mas para ajudá-los a se levantar.
Depois de dizer tudo isso vamos chegando a conclusão que dar esmola não pode se resumir a dar esmola por dar, ajudar apenas financeiramente, mas dar dignidade, ajudar o próximo se levantar. Bom seria você ler a Parábola do Bom Samaritano (ver Lc 10,25-37) para melhor assimilar o que estamos vendo. Cuidado com muitas noções de cunho da doutrina espírita que diz que fazer caridade é para alcançar a purificação individual, o Evangelho que estamos estudando contradiz este conceito, o que a mão direita faz a esquerda não fique sabendo. Não entraremos no céu sem ajudar o próximo a se levantar. Nosso passaporte para o céu é o irmão que ajudamos, entraremos no céu se estivermos de mãos dadas com o próximo, é a espiritualidade da cruz: uma cruz tem duas hastes, uma na vertical outra na horizontal, a vertical lembra o relacionamento do homem com Deus e a horizontal do homem com o seu semelhante! Também recorda aquilo que meditamos na quinta estação da Via Sacra a ajuda do Cirineu a Jesus levar a cruz!
Quantos sacrificam suas vidas para fazer o bem, ajudar o próximo. Em tempos tão difíceis, em que nos deparamos com tantos atos de ódio e mal, que estes grandes heróis da fé nos ajude a resgatar a esperança, que vale a pena fazer o bem, que no meio de um mundo cheio de exemplos de maldade podemos também fazer o bem, pois o bem sempre triunfará, afinal.
Esmola é por em prática, como ato concreto, o mandamento que nos pede: "Amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a ti mesmo"!
Como gesto concreto de caridade, a Igreja do Brasil nos propõe a Campanha da Fraternidade (CF), que neste ano trata sobre políticas públicas. Todos participamos deste processo político e com uma boa política pública construímos um país melhor para todos. Peçamos então a Nossa Senhora da Conceição Aparecida, padroeira do Brasil, que nos auxilie a entender o tema da CF deste ano e nos ajude a viver melhor esta Quaresma para que produza frutos na nossa vida, frutos que ajude nossa comunidade eclesial e as pessoas dispersas pelo mundo.

Cantemos: "Prova de amor maior não há, que doar a vida pelo irmão..."

Que em tudo seja o Bom Deus Glorificado!
Deus a/o abençoe!

terça-feira, 7 de junho de 2016

Ser um(a) Missionário(a) Lux et Pax

O segundo nome oficial da Missão Lux et Pax é Obra do Bom Jesus e Maria, devido esta comunidade missionária ter como padroeiros o Senhor Bom Jesus e Nossa Senhora dos Prazeres, Mãe da Luz e da Paz, portanto, ser um missionário(a) Lux et Pax, significa ser um(a) missionário(a) do Bom Jesus e de Maria. Nosso Senhor Jesus é homenageado pela devoção popular com o título de Bom Jesus, porque Ele é Deus – “só Deus é bom” – e porque Ele passou em nosso meio fazendo e pregando bem e nos deixou os seus exemplos como lições para nós seus discípulos fazermos o mesmo. Isso é ser cristão, ser um “novo cristo” onde vivemos, onde estamos.
O convite da Missão Lux et Pax se dirige primeiramente a todos os artistas, sejam eles atores, poetas, escritores, músicos, compositores, escultores, artistas plásticos, mas não só, também se dirige a todos os que se identificam com este carisma e espiritualidade e que desejam de certo modo colaborar com ela.
Visamos em tudo fazer o bem e fazer bem feito, para maior honra e glória do Bom Deus.
Eis o carisma da Missão Lux et Pax: “Vós sois a Luz do Mundo, que vossa luz brilhe diante dos homens para que vendo vossas boas obras glorifiquem ao Bom Deus e tenham a verdadeira paz”. O Senhor nos convida a partilhar os nossos dons, nos deparamos a todo instante com notícias que abalam nossa confiança e mesmo a nossa fé: corrupção, violência, pessoas sendo mal atendidas nos hospitais, precariedade no ensino e nas escolas, desemprego, pessoas ainda coletando comida do lixo para ter o que comer, guerras, pessoas abandonando os seus países de origem contra a sua vontade. Cada vez mais nos deparamos com o descaso com o ser humano e também com a natureza, é evidente a ausência de valores éticos e morais, igualmente, a ausência de Deus no coração dos homens, vemos predominar o orgulho, a arrogância, a vingança, a supervalorização do seu ego, que muitas vezes passa em cima de todos os limites, acreditando que não precisam de Deus e nem do seu próximo.  Frente a tudo isso podemos perguntar: onde está Deus? Deus está em cada lugar a cada instante e, principalmente, dentro de nós, pois fomos criados por Ele, a Sua imagem e semelhança, fomos feitos pelo Amor para ser o amor. Também podemos perguntar: Deus não vai fazer nada para mudar esta situação? É Ele quem nos dá discernimento, fortaleza e sabedoria para que NÓS possamos mudar essa situação que no mais das vezes é de própria origem humana.
A Missão Lux et Pax lança um desafio e ao mesmo tempo te faz um convite: Fazer o Bem e ajudar o Próximo. E vai além, te desafia e te convida a fazer um encontro pessoal com Jesus Cristo e deixar sua vida ser transformada por Ele. Este mundo pode ser um lugar melhor? Sim, desde que cada um faça a sua parte, não pense somente em si, mais também naqueles que estão ao seu redor. Resumindo, deixar o Espírito Santo avivar o dom que está em cada um e pô-lo em comum para o bem e o desenvolvimento de todos. Ninguém que conheceu o Bom Jesus guarda este tesouro só para si, mas tem o desejo ardente de partilhar com os outros que ainda não O conhecem; buscam este encontro em todas as experiências e momentos da vida, sempre e num continuo renovar que culmina no prêmio eterno que é viver eternamente junto do Bom Deus no céu.


A Missão Lux et Pax ainda está em fase de fundação e de estruturação, ela ainda é um projeto que não tem muito de concreto, mais que basicamente é ajudar as pessoas a ter um encontro com o Bom Jesus e está fundamentado na Palavra de Deus, por isso ela é essencialmente um Projeto de Evangelização. Muitas são as ideias e sonhos, mais tudo visando estar perto do Bom Deus. São nossas propostas ter espaços culturais e artísticos e de auxílio social, no entanto priorizando ser lugares de oração. Planejamos lugares onde se tenha uma capela e atendimento espiritual, cursos artísticos, cursos profissionalizantes, assistência social, palestras, retiros, seminários, formação. Planejamos ajudar crianças em fase de escola, enfermos, jovens, adultos, idosos, dependentes químicos e do álcool, moradores de rua. Enfim, ajudar a todos a quem o Senhor nos enviar e que vir até nós, sem distinção, especialmente os mais necessitados. Planejamos também fazer visitas e missões populares a residências, escolas, hospitais, presídios, enfim todos os lugares onde for necessário levar uma palavra de conforto, de conselho, de admoestação e a Misericórdia Divina. É comum nos deparar com pessoas que não se sentem preparadas ou capacitadas, que tem vergonha, ou que acha perca de tempo ou mesmo algo chato por se tratar de algo da “igreja”.  São muitos os que visam ou almejam apenas o sucesso, a vanglória ou que guardam seu dom apenas para si. A Missão Lux et Pax têm uma proposta ousada ao convidar a navegar por águas mais profundas, aprender a humildade e servir ao Bom Deus no seu irmão. Outra forma de traduzir este carisma é: “que Deus cresça e eu diminua”. Nada podemos sozinho e não existe melhor alegria e recompensa do que dar e se doar com gratidão e simplicidade.  
 Você é luz do mundo e pode estar sendo chamado a fazer parte desta Obra. Venha nos conhecer melhor. Muitos precisam de sua luz. O Bom Jesus precisa que você coloque a sua luz em favor de todos aqueles que Ele muito ama e que por algum motivo estão envoltos por trevas.
Venha ser um missionário, uma missionária Lux et Pax.
Venha ser um colaborador, uma colaboradora desta Obra.
Velha junto com a gente espalhar cores no mundo.
Queremos em breve comunicar novidades e testemunhar as Maravilhas que o Bom Deus operou por nós e por meio de nós.
Mais informações você pode entrar em contato pelo e-mail: om_milep@hotmail.com, pela nossa página no Facebook: facebook.com/MissaoLuxetPax ou entrar em contato com o missionário Lux et Pax Rafael Araújo pelo telefone: (21) 99211-2702 (não dispõe de WatsApp).

sábado, 11 de julho de 2015

Somos Missionários da Paz

Hoje lembramos de São Bento, nosso glorioso santo intercessor junto ao Bom Deus. Queremos tratar um pouco então como sua espiritualidade está interligada com o Espírito Missão Lux et Pax. Você já deve conhecer a Medalha de São Bento ou ao menos ter visto ela, não sabemos se você já reparou na inscrição PAX gravada nela, é dali que nasceu o nome da Missão Lux et Pax.

PAX é uma palavra que tem grande importância na espiritualidade da Missão Lux et Pax, tanto que ela vem já citada no seu nome (LUX et PAX).
A palavra Pax, nosso nome e saudação oficial dos Missionários desta Obra de Evangelização, significa Paz e seu significado bíblico se encontra no Evangelho de São João, capítulo 14, versículo 27: «Deixo-vos a paz, dou-vos a minha paz. Não vo-la dou como o mundo a dá», trata-se, portanto, não simplesmente de um sentimento de tranquilidade, do cessar das guerras, da não violência, de bandeira e roupas brancas, mas sim da paz que vem do Bom Deus, é algo então como um sentimento que brota dentro de nós, que nos é presenteado pelo Espírito Santo como um Dom. Não conseguiremos um mundo que viva em paz, sem violência, se não estivermos em paz dentro de nós, no nosso interior, em nossa alma, em outras palavras, consigo mesmo. Não iremos conseguir a paz dentro de nossos lares, na nossa família, se ela não existir dentro do nosso coração. A paz não vem de fora para dentro, é um movimento ao contrário: ela sai de dentro de nós.
Ter paz, também, não significa não ter problemas, significa ter tranquilidade e força interior para superá-los. Esta paz que nos dá forças e tranquilidade só pode vir de um único lugar, o Sagrado Coração de Jesus.
A palavra LUX significa LUZ, esta palavra nos lembra de nossa missão como Missionários Lux et Pax: «Vós sois a Luz do mundo» (Mt 5, 14), quando existe escuridão, existe impaciência, existe preocupação, medo, tristeza, intranquilidade, existe pecado! Mais quando se há uma chama bem acesa ela irradia luz na escuridão e todos os que estão naquela sombra, quando iluminados por esta luz, se sentem mais tranquilos, se sentem em paz, se sentem felizes (aqui fazendo um paralelo com nossa padroeira-mor: N Sra dos Prazeres ou das Alegrias). Portanto, todo Missionário Lux et Pax é o primeiro convidado a se sentir iluminado pela luz que é Jesus e recebendo esta luz dentro de si, fazer brotar a semente da paz dentro do seu coração, para irradiar esta luz para o mundo a sua volta e partilhar os frutos desta semente.


Escola de Formação Santo Antônio.

domingo, 6 de julho de 2014

ORA ET LABORA e a Medalha de São Bento, a espiritualidade de São Bento e a Missão Lux et Pax

Se nós lermos a Regra de São Bento, teremos acesso a uma riqueza insondável que nos ajudará muito em nosso crescimento e busca espiritual. A todos os que fazem parte da Família Missão Lux et Pax é recomendável a leitura deste precioso testamento que o glorioso patriarca São Bento deixou a todos os seus filhos - primeiro os monges e monjas, depois a todos os seus devotos e discípulos. A espiritualidade da Missão Lux et Pax esta centralizado na espiritualidade beneditina, sobretudo, no Ora et Labora (Oração e Trabalho) e na Escalada da Humildade. Quem vive a espiritualidade Lux et Paz sabe que todo trabalho se inicia com a oração, se realiza com oração e termina com a oração. A Missão Lux et Pax é uma Obra de constante Oração e Trabalho e busca da santidade, com humildade.

Todos os missionários Lux et Pax utilizam a medalha de São Bento, isso porque nela esta a Cruz de Cristo e a palavra PAX (Paz). A Cruz de Cristo, loucura para muitos e terror dos demônios é aquilo que cada cristão prega, ela vai na frente para simbolizar que o Missionário Lux et Pax é seguidor de Jesus de Nazaré que morreu na Sagrada Cruz. A palavra Pax simboliza a saudação do Missionário Lux et Pax (cf. Mt 10, 12) e também aquilo que ele deseja que todos tenham, pois ele está repleto desta paz e quer partilhar com todos os que encontra em seu caminho.

São Bento, rogai por nós!

domingo, 8 de junho de 2014

O Espírito Santo é a solução para nossa vida

A Beata Helena Guerra é Apóstola do Espírito Santo e, ousadamente, escreveu diversas cartas ao Papa Leão XIII. Uma das coisas que ela fez foi dizer ao Santo Padre que o Senhor queria que o século XX fosse consagrado ao Espírito Santo, e o Pontífice o fez.

Anos depois, ao falecer Pio XII, os cardeais estavam na dúvida de quem escolheriam para ser o novo Papa; decidiram-se por um Papa de transição e elegeram João XXIII, que acabou de ser canonizado. O santo conhecido como o “Papa Bom” revolucionou a Igreja, convocando, sem que ninguém esperasse, um Concílio no qual até hoje se ouve falar e se ouvirá.

 A Santa Missa era celebrada de costas para o altar, os padres andavam de batina o tempo todo. Isso foi modificado, mas essas foram as mudanças acidentais. Ainda quando São João XXIII era simplesmente padre, ele visitou uma aldeia e lá verificou que as pessoas se utilizavam dos dons do Espírito Santo. Celebrava-se a Santa Missa e as pessoas ainda permaneciam no local de 15 a 20 minutos em adoração ou rezando uns pelos outros. Ele levou essa experiência por toda a vida. Ao dar início ao Concílio, imagino que Angelo Roncalli quisesse que todos fossem batizados como naquela aldeia.

Anos mais tarde, na Faculdade de Duquesne, nos Estados Unidos, alguns jovens católicos, impulsionados pelo livro “A Cruz e o Punhal” de Davi Wilker, pastor evangélico, começaram a se perguntar por que com os evangélicos aconteciam tantas conversões, tantas manifestações do Espírito e com os católicos não. Por isso aqueles jovens se reuniram para pedir a Deus que acontecesse a mesma coisa com eles. Passaram o fim de semana reunidos e, no domingo pela manhã, uma jovem foi à capela e expôs o Santíssimo Sacramento, quando começou a rezar em línguas. Então, veio outra moça e também começou a rezar da mesma forma; todos os jovens que participavam do encontro começaram a orar assim também. Daí em diante, começaram a se reunir para rezar e surgiram os grupos de oração.

Começando nos Estados Unidos, depois na Europa e foi se espalhando por todo o mundo. No Brasil, essa graça chegou nos anos 70. Perceba que derramamento do Espírito Santo e Concílio Vaticano II estão intimamente ligados. O Papa Leão XIII consagrou o século XX ao Espírito Santo e Ele agiu.

Aqui, no Brasil, havia um padre que passou por uma crise e deixou de rezar. Deus o inspirou e a única oração que ele fazia era a do Espírito Santo. Esse padre era responsável por um grupo de jovens, que também vivia uma crise, certamente em decorrência da crise dele [padre]. Certa vez, esse "padrezinho" convidou o padre Irineu Danelon, hoje cardeal, para ir até aquele grupo e pregar sobre a ação do Espírito Santo na Igreja. O padre responsável pelo grupo de jovens ficou encantado, pois nunca tinha visto aquelas passagens pelo prisma apontado pelo sacerdote amigo. Foi então para a capela e disse a Jesus que era isso que ele queria, dessa ação do Espírito que ele precisava.

Naquela época, haveria um encontro com o padre Haroldo Rahm e esse padre queria muito participar; no entanto, seu superior o havia mandado celebrar missas em outra paróquia. Quando chegou o dia do encontro com padre Haroldo, por providência divina, o superior o mandou ficar e participar do encontro. O padre Haroldo não pôde dizer muita coisa, mas falou do que era Renovação Carismática Católica, do batismo no Espírito Santo e o que estava acontecendo no mundo a partir daqueles acontecimentos. Ao fim, o padre Haroldo impôs as mãos sobre os outros sacerdotes e orou por cada um deles, o que os outros sentiram não sabemos, só sabemos que o "padrezinho" não sentiu nada na hora. Mas, a partir daquela noite, sua vida não foi mais a mesma, ele orou como nunca havia orado antes, tomou um gosto diferente pela Palavra de Deus. Esse padre sou eu.

 Sou fruto da consagração ao Espírito Santo que Leão XIII fez a pedido da Beata Helena Guerra. Desejo que cada um também receba o reavivamento do Espírito Santo. Que não tenhamos a covardia de guardar os dons, que os coloquemos à disposição do próximo. Que cada um utilize dos nove dons do Espírito Santo. Você que, agora, lê esse artigo, receba o Espírito Santo.
É a fortaleza do Espírito que nos fará fortes na tribulação. Que sejamos profundamente carismáticos, cheios dos dons do Paráclito. Oremos pedindo ao Espírito Santo que nos dê sabedoria, ciência, fortaleza, entusiasmo, coragem, eficácia... Que sejamos todos cheios do Espírito para sermos fortes na tribulação.
 
(Pregação: "O Espírito Santo é a solução para nossas vidas ", monsenhor Jonas Abib - Publicado Sexta-Feira, 06 de junho 2014, 15h28)