segunda-feira, 25 de fevereiro de 2019

Meditação e Partilha da Palavra – Pão Nosso de cada dia, nosso alimento Espiritual

6° Semana do Tempo Comum - Ano C - Lucas

Paz do Bom Jesus e o Amor de Maria!

Hoje iremos relembrar as leituras que marcaram o ritmo dos dias da 6° Semana do Tempo Comum, tendo como base a leitura retirada da Carta de Hebreus, 1° leitura do último sábado, 23 de fevereiro.
Reserve um tempo para este estudo da Palavra de Deus e Oração, se possível acenda uma vela, prepare seu oratório, sugerimos você fazer anotações no seu Diário Espiritual, escrevendo aquilo que você achou mais importante e que Deus lhe falou.
Leitura Bíblica: Hebreus 11,1-7.
A leitura de Hebreus encerra o ciclo de leituras que nesta semana meditou o livro do Gênesis dos capítulos 4–9, mas precisamente até o capítulo 11. Estamos vivendo o primeiro ciclo do Tempo Comum deste ano de 2019, que irá até o início do Tempo da Quaresma, que será celebrada na próxima semana com a quarta-feira de cinzas.

Caim e Abel
Imagem: Internet
Nestas leituras de Gênesis relembramos ou (conhecemos) a História de Caim e Abel, o primeiro assassinato, onde recordamos as tantas cenas de violência que acompanhamos estarrecidos no noticiário, sem se esquecer daquelas que não se tornam pauta no jornalismo. Nota-se, infelizmente, que cada vez mais o homem esta afastamento Deus do seu coração, podemos escutar em cada clamor do sangue de tantos Abel(s) do dia de hoje o quanto o homem esta perdendo a humanidade e a caridade para com o seu próximo, resultado de uma cultura de violência que se baseia e alimenta no egoísmo e na ganância de poder, dinheiro, status. O ser-humano é tratado quase como que nada. Esta cultura de medo e violência precisa ser exorcizado. É tempo de voltar ao primeiro amor. É tempo de oração! Precisamos de mudanças drásticas, como por exemplo, educar bem os jovens, dever de cada pai, mãe, educador. E não custa repetir, regado com uma boa dose de temor à Deus e oração!
Depois pudemos acompanhar a trama da história de Noé. O
Arca de Noé e o Dilúvio
Imagem: Internet.
pecado entra e toma conta do mundo e por isso Deus manda o Dilúvio. É preciso entender que o Bom Deus em nenhum momento quis destruir a humanidade e nem a criação e sim o pecado, ou seja, lavar com a água do Dilúvio a Criação corrompida pelo pecado e dois símbolos se destacam neste relato: a arca onde a vida é preservada, hoje a arca é a Igreja e a água do dilúvio que faz alusão ao nosso batismo. Pelo Batismo cristão nós somos lavados de nossos pecados e nos tornamos membros da comunidade cristã e filhos adotivos de Deus.
Encerramos a semana lembrando a Cátedra de Pedro, ou seja, a base de nossa fé. A leitura da Carta aos Hebreus aqui destacada relembra a fé dos nossos antepassados atestada por “um bom testemunho” (v. 2). É pela fé que entendemos como o universo, da qual fazemos parte como criatura, foi criado e “organizado por uma palavra de Deus” (v. 3). O texto ainda destaca a fé de alguns personagens: Caim e Abel (v. 4), Henoc (v. 5) e Noé (v. 7).
Frase bonita que merece ser destacada, é a que diz: “as coisas visíveis provêm daquilo que não se vê” (v. 3) com a qual podemos fazer a seguinte reflexão individual e pessoal: como esta a minha fé? Não podemos ver Deus, mas podemos o sentir “aquilo que não se vê”.
“A fé é um modo de já possuir o que ainda se espera” (v. 1). Peçamos a graça a Deus de renovar a nossa fé, pois ela (a fé) não é um sentimento ou algo que provêm do coração humano e sim de Deus. A fé é uma virtude destacada ao lado lá esperança e da caridade e nos ensina o Apóstolo São Paulo que a Caridade é o dom maior, por exemplo, um filho quando está no erro, sua mãe não desiste de rezar por ele, mesmo que ainda o mundo e todos digam para ela que seu filho não tem mais jeito, a fé desta mãe pode até esmorecer, mas o seu amor pelo seu filho é maior e por isso ela não deixa de crer e rezar pela sua conversão. Por isso, que dizemos antes: precisamos voltar ao primeiro amor e devemos fazer isto olhando para um norte que é Deus e quem nos aponta este norte é São Pedro. Pedro é quem confirma a nossa fé (cf. Lc 22,31-32).
Cátedra de Pedro
Imagem: Internet
Queremos agora convocar a todos a rezarem pelo ministério petrino do nosso Papa Francisco, nosso pastor e capitão do nosso barco. Humilde, atual e urgente foi sua atitude em convocar na última semana os bispos para tratar de um assunto tão delicado: o abuso de menores por membros da Igreja. Enquanto vemos o mundo bombardeando por todos os lados nossa Igreja, Pedro numa posição firme continua a confirmar nossa fé, ato profético de pedir perdão e tomar decisões claras que orienta o barco para o norte, apontando o caminho a seguir, “as portas do inferno não prevalecerão” pois é a “minha Igreja” é Cristo quem nos diz. E é sobre Pedro, a pedra angular de nossa fé, que nossa Igreja foi edificada (Mt 16,18). Ela, além de tudo, é assistida pelo Espírito Santo.
Oremos pedindo a renovação de nossa fé, dizendo como aquele pai do Evangelho que tinha um filho atormentado por um espírito mudo: “Eu tenho fé, mas ajudai a minha falta de fé” (Mc 9,24). Peçamos também pela nossa Igreja, pedindo a intercessão de Nossa Senhora! Não sintamos vergonha da nossa fé, não tenhamos vergonha de ser católicos!

OrAção
Comece invocando o Espírito Santo, abrindo-se a sua ação e se esvaziando de tudo aquilo que o destraí, depois num tempo de silêncio sinta a precenca de Deus e deixe o Espírito Santo ir fluindo no seu coração.
Peça ao Bom Jesus o dom da fé, ele nos prometeu que quem tiver a fé do tamanho do grão de mostarda é capaz de mover montanhas, também nos ensina que quem bate à porta a porta se abrirá.
Nem só de pão viverá o homem,
mas de toda a Palavra que procede da boca de Deus.
Imagem: Internet
Reze como aquele pai do evangelho que tinha um filho com espírito mudo:  “Eu tenho fé, mas ajudai a minha falta de fé”.
Peça ao Senhor que cure sua fé, que ele renove e restitua a sua fé. Peça ao Senhor um avivamento de sua fé no Santo Espírito. Peça que o Senhor cure dos seus medos, desconfiancas, decepções, de tudo aquilo que possa atrapalhar a sua fé.
Lembre-se de alguns personagens da Bíblia, como: Abraão, Davi, a mulher que foi curada do fluxo de sangue, Pedro e tantos outros... reze com estas palavras: "Senhor eu creio, mais aumentai a minha fé"... Vai pedindo a graça de uma mudança de sua fé com as suas palavras... Peça uma fé mais viva, mais confiante, sem timidez...

Termine professando a sua fé, rezando: Creio em Deus...
Pai Nosso... Ave Maria... Glória ao Pai...
Reze uma Ave Maria pelo Papa emérito Bento XVI e o Papa em exercício Francisco e pela Igreja.

Deixe seus comentários, diga se este texto o ajudou na sua caminhada de fé, deixe seu Pedido de Oração para que os missionários Lux et Pax interceda por você e também partilhe o seu Testemunho.

Compartilhe com que precisa, ajude a levar e anunciar o Bom Jesus para mais pessoas.

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2019

Meditação e Partilha da Palavra – Pão Nosso de cada dia, nosso alimento Espiritual

5° Semana do Tempo Comum - Ano C - Lucas

Paz do Bom Jesus e o Amor de Maria, irmã e irmão!

Palavra de Deus, alimento da Comunidade - Imagem: Internet
A partir desta semana, sempre que possível, queremos propor meditar juntos com vocês a Liturgia Diária: uma pequena reflexão das leituras que a Igreja nos convida a ler cotidianamente, para que deste modo possamos nos alimentar do pão da Palavra no dia-a-dia: o Pão Nosso de cada dia, que o Bom Deus nos dá hoje!
Após esta reflexão vamos propor um roteiro de oração, convidando cada um que ler fazer sua oração espontânea, convidando cada pessoa também a levar aquilo que aprendeu na leitura, estudo e oração da Palavra para a vida, ou seja, para a atitude, como gesto concreto, deste modo fazendo um exercício de oração, fé e vida.
Para este momento de oração convidamos a todos a trazer suas próprias experiências, os acontecimentos do dia-a-dia e as situações concretas da sociedade que nos cerca, para sermos fermento no meio do mundo. 
Este momento de oração ao final de cada partilha e meditação da Palavra será um tempo que convidamos você doar, como gesto de sacrifício e louvor a Deus, para pedir, agradecer, adorar e interceder.
A reflexão da Palavra de Deus a partir da Liturgia da Palavra que aqui apresentamos não ousa ser um estudo teológico detalhado e nem um tratado científico, mas um instrumento e auxílio catequético e pastoral, uma singela forma de Evangelização. Sabemos da importância da ciência e principalmente da teologia para o estudo bíblico, contudo, não é esta a proposta e sim uma aproximação da Palavra de Deus numa linguagem simples e atual, um anúncio kerigmático, sem abrir mão de tudo da ciência e da sabedoria, por isso, desde já pedimos aos mais entendidos desculpa por alguma falha, estamos abertos a correção e a críticas criativas e construtivas. Esperamos, no entanto, a compreensão da singeleza deste ato pedindo, desde já, as luzes do Espírito Santo, pois este é um instrumento dele, obra dele e queremos, somente, trazer as almas para um doce encontro com o Bom Jesus!
Também não faremos a meditação da Liturgia Diária todos os dias, pois não teríamos espaço neste blog, dividiremos em blocos, ou seja, fazendo uma síntese da semana ou do tema proposto a partir do conjunto de algumas leituras, também preferimos meditar a partir de uma leitura, seja ela a I ou II Leitura, o Salmo Responsorial ou o Evangelho do Dia, sempre de acordo com o tema que queremos abordar ou na ótica dos acontecimentos, pois a Bíblia é lâmpada para o cotidiano que vivemos.
Procuraremos também trazer alguns exercícios da Lectio Divina para enriquecer ainda mais esses nossos artigos e teremos o prazer, ao longo da caminhada, de explicar do que se trata a Lectio Divina.
A Liturgia Diária faz parte do tesouro espiritual da Igreja, temos acesso a ela pela tradição e pelo magistério da Igreja e, quem se aproxima desta fonte de água viva, que é a própria Santa Mãe Igreja, com fé e esperança, pode alcançar maravilhosas graças e bênçãos do nosso Pai do Céu. Muitos não sabem, muitos não conhecem, muitos talvez saibam mas não aproveitam, por isso esperamos que este nosso trabalho de evangelização os ajude a ter um encontro ou mesmo reencontro pessoal e verdadeiro com este Deus vivo e santo que ama cada um de nós.
Ajude este projeto de evangelização a chegar mais longe e alcançar mais pessoas, compartilhe com seus familiares e amigos, sobretudo, aquele ou aquela que mais está precisando de ouvir e ler uma Palavra Amiga de Deus.
Vamos iniciar esta coluna refletindo as I Leituras que foram propostas na semana passada, ou seja, a V Semana do Tempo Comum onde pudemos refletir Gênesis dos capítulos 1-3, tendo como base para esta reflexão a I leitura da última sexta-feira, 15 de fevereiro, trata-se de Gn 3,1-8. Lembrando também que estamos no Ano Litúrgico C – Ano do evangelista São Lucas.
Antes, porém, sugerimos que você pegue sua Bíblia e leia diretamente na fonte as citações bíblicas apresentadas, destaque a palavra mais importante ou que te chamou a atenção. Reze pedindo o Dom maior e o auxílio divino, o Santo Espírito de Deus. Vá para um lugar tranquilo, escolha uma hora tranquila, prepare também seu oratório doméstico: uma imagem de Jesus e Maria, do seu santo de devoção, acenda uma vela, coloque flores no seu oratório ou que tal chamar sua família para meditar a Palavra de Deus, este texto e rezar juntos? Chame também seus amigos e vizinhos. “A família que reza unida, permanece unida!”
Nosso mundo é maravilhoso - Imagem: Internet
Nesta semana (V Semana TC) a Igreja nos propôs meditar o Livro do Gênesis, especificamente os primeiros capítulos que falam da criação do universo, da natureza, da fauna, da flora, do mar, da terra... e da criatura mais amada: o homem e a mulher. Além disso estás leituras apresentam para nós a origem do pecado e nos próximos dias irá nos falar das consequências do pecado (I Leituras da VI Semana TC). 
Nestas leituras somos convidados a contemplar o esplendor e a beleza da criação de Deus e aqui, queremos chamar a tua atenção para o cuidado que nós devemos ter para com a natureza, relembrando as recentes tragédias ambientais de Brumadinho-MG e as fortes enchentes e deslizamentos que aterroriza algumas localidades da região Sudeste e Sul do Brasil, como exemplo daquilo que pode ocorrer em consequência do descuido e descaso do homem, da ganância econômica ao destruir ou mexer com o equilíbrio que se há no Meio-ambiente. “A criação geme como dores de parto” (Rm 8,22), lembra-nos o Lema da Campanha da Fraternidade de 2011 que abordou está problemática de nossa relação para com a preservação do Meio-ambiente.
O Papa Francisco na sua Carta Encíclica Laudato Si que trata sobre o assunto nossa casa comum, a ecologia, “faz várias críticas quanto ao nosso modo de pensar, ser e agir num mundo que vive hoje uma grave crise socioambiental” (pe. Josafá Carlos de Siqueira, SJ) e nos adverte: “o meio ambiente é um bem coletivo, patrimônio de toda a humanidade e responsabilidade de todos” (LS, 90) e ainda “o urgente desafio de proteger a nossa casa comum incluí a preocupação de unir toda a família humana na busca de um desenvolvimento sustentável e integral, pois sabemos que as coisas podem mudar” (LS, 13).
Deus criou tudo do nada, tudo o que Ele viu, achou bom e abençoou, cabe ao homem cuidar, pois foi assim o plano de Deus desde o início ao entregar ao homem o dever de dominar, ou seja, cuidar. Dominar não é destruir, pelo contrário, é cuidar! Preservar para que se multiplique para as futuras gerações. Desde o cuidado com o papel de bala que jogamos no chão, cuidar de descartar o lixo de casa de forma consciente (coleta seletiva), reutilizar a água usada e a água de chuva devidamente acumulada e armazenada (sem se descuidar do mosquito transmissor da Dengue, que adora água parada) até não matar uma árvore ou judiar de um animalzinho, preservar os rios e mares, enfim todo o biossistema. É dever de todos!
Não poderíamos deixar de comentar o versículo que fala “Deus fez homem e mulher, homem e mulher os criou”(cf. Gn 1,27). O bom Deus na sua bondade deu ao homem uma companheira tirada de um pedaço de uma de suas costelas. Primeiramente, devemos recordar que Deus nos fez a sua imagem e semelhança (Gn 1,27), se “Deus é amor” (I Jo 4,8) como afirma São João, então fomos feitos a imagem e semelhança do amor, ou seja, para amar. É no coração do homem que Deus colocou e guardou o seu amor, o princípio criador que nos aproxima de Deus, quando temos ódio em nosso coração, então temos o pecado, aquilo que nos afasta de Deus, pois Ele não conhece o pecado, Ele é santo. O coração aqui é representado pelo símbolo que se encontra no texto, a costela esquerda do homem (Gn 2, 21-22) de onde Deus tirou um pedaço para fazer a mulher, ou seja, de um pedaço do coração do homem, Deus fez uma companheira, uma amiga, pois em sua compaixão “Deus não achou bom o homem viver só” (Gn 2, 18), Deus a trouxe para perto do homem (Gn 2,22). É nela que está o ventre onde cada ser humano é formado e dele nasce depois, é do seios de uma mulher que a criança recebe o primeiro alimento, ao exemplo de Maria Santíssima, na mulher encontramos uma amiga, um auxílio, o amor, melhor dizendo, o complemento do amor! Diante do exposto é inconcebível, em pleno século XXI, tolerarmos crimes de feminicídio e agressão verbal, moral e física contra a mulher! Isto não é brincadeira! Basta! Precisamos combater este tipo de crime e exigir leis mais duras e uma educação melhor. Devemos exorcizar a cultura de violência presente no nosso meio expresso pelo ditado: “em briga de marido e mulher ninguém mete a colher”.
Na leitura escolhida para orientar está reflexão, um trecho nos chama a atenção: “...a voz do Senhor Deus, que passeava pelo jardim” (Gn 3, 8), veja aqui a proximidade que existia no início entre nossos primeiros pais, Adão e Eva, e Deus no paraíso. Que lindo imaginar isto, poder ouvir os passos de Deus, mas que por conta do pecado, está proximidade e intimidade foi afastada. De um lado vemos a situação ideal do paraíso, aquilo que Deus quis, que Ele fez: a expressão do plano do Criador em relação ao mundo e ao homem e do outro a situação real da experiência cotidiana, a responsabilidade cabe ao homem e a ninguém mais. Estamos constantemente expostos e vulneráveis a experiência da provação ou tentação, representado na leitura pela serpente (Gn 3,1) cabe ao homem escolher se prefere ao pecado que o afasta ou a intimidade que aproxima-o de Deus no Paraíso. E este movimento de afastar-se do pecado e aproximar-se de Deus começa em lembrar que você, o próximo, todos nós fomos feito à imagem e semelhança de Deus.
Somos lindos e lindas aos olhos de Deus e abençoados também! E vivemos todos num “What a Wonderful Wold - mundo maravilhoso” (Louis Armstrong) como canta o poeta. Fomos feitos para dar certo, pois Deus nos ama desde a nossa criação, desde o nosso nascimento e será assim por todo o sempre para aqueles que creem no seu poder e amor.
Encerramos esta parte com este trecho do gracioso cântico de São Francisco de Assis, que louva o Senhor pela e na sua Criação:
“Louvado sejas, meu Senhor,
Com todas as tuas criaturas,
Especialmente o senhor irmão Sol
Que clareia o dia
E com a luz nos alumia”

Abreviaturas utilizadas neste texto
LS – Laudato Si – Carta Encíclica de S.S. Francisco, papa
Gn – Livro do Gênesis
I Jo - I Carta ou Epístola de São João

OrAção


Vinde, Santo Espírito, enchei os corações dos vossos fiéis - Imagem: Internet
Convidamos você a adentrar na presença de Deus, durante alguns minutos não se preocupe com mais nada que possa te afastar desta intimidade com Deus e abra o seu coração para esta presença maravilhosa.
Com suas palavras invoque o Espírito Santo, pedindo a Ele que conduza este momento...
Depois reze: Vinde Espírito Santo, enchei o coração dos vossos fiéis e acendei neles o fogo do vosso amor. Enviai, Senhor, o Vosso Espírito e tudo será criado e renovareis a face da terra.
Oremos: Ó Deus que instruis os corações dos vossos fiéis, com as luzes do Espírito Santo, fazei que apreciemos retamente todas as coisas e gozemos sempre de sua consolação. Por Cristo, Senhor Nosso. Amém.
Depois agradeça a Deus pela sua vida, sua família, tudo aquilo que você tem...
Pai querido, Pai amado, neste momento quero render Ação de Graças agradecendo por tudo o que és para mim, que significa para mim, que fazes por mim... Encerre louvando ao Senhor, rendendo a Ele a devida adoração.
Agora faça o seu pedido, peça a Deus o que você precisa... Faça também sua oração de Intercessão pedindo por aquela pessoa que precisa de oração ou que pediu as vossas orações... Não se esqueça de pedir a Deus a graça de receber a força e a vontade de começar colocar em prática na sua vida aquilo que você aprendeu na leitura bíblica que aqui foi meditada. Agradeça a Deus pela Natureza, peça para que você seja uma pessoa que colabore na preservação do Meio-ambiente, interceda também pedindo pelas famílias e vítimas das últimas tragédias noticiadas nos jornais: Brumadinho-MG, enchentes e deslizamentos, os jovens do Morro do Urubu-RJ. Também interceda pelas mulheres vítimas de violência, talvez por algum caso que há na sua família...
Encerre este momento rezando algum Salmo, talvez o Salmo do Dia. Depois reze a oração da manhã ou da noite e encerre rezando o Oferecimento Diário colocando as intenções deste mês que se encontra do lado esquerdo deste blog e logo após termine este momento de oração rezando um Pai-Nosso, uma Ave-Maria, Santo Anjo do Senhor, Glória ao Pai...
Convidamos você rezar, sempre que possível, a Oração dos Padroeiros da Missão Lux et Pax, o Senhor Bom Jesus e Nossa Senhora dos Prazeres, Mãe da Luz e da Paz.
Coloque em comentários seus Pedidos de Oração e Agradecimentos, os Missionários Lux et Pax irão interceder por eles.

Divulgue nas suas Redes Sociais com #MissãoLuxetPax


sexta-feira, 10 de junho de 2016

Um sonho chamado Missão Lux et Pax

Neste artigo, o missionário Lux et Pax Rafael Araújo externa um sonho de criança: ajudar o próximo por meio da Arte. Este sonho tem um nome: Missão Lux et Pax.
Leia e comente depois em comentários sua opinião. Divulgue para os seus amigos.
PaX
Sei que texto grande dá uma preguiça de ler, mais peço com carinho que leiam.
Todos temos os nossos sonhos, são eles que nos dão ânimo de continuar e querer ir em frente, apesar dos obstáculos que a vida nos apresenta. Eu alimento um sonho desde muito tempo, quando ainda era criança: o sonho de ajudar as pessoas. Nunca almejei carreira, o carro do ano, andar bem vestido, ter aquele casarão... (gostaria muito de ter um sítio com alguns animais para criar, mas este é um outro sonho menos importante, então assunto para outro papo). Meu sonho parece ser mais um daqueles de uma pessoa inconformada, metida a político, socialista, herói, defensor de uma causa nobre, mas não. É o sonho de um cristão! Apenas isso, sou cristão e quero fazer alguma coisa. Não sou político, não levanto nenhuma bandeira, não estou deste ou daquele lado. Sim, não me conformo com algumas coisas, mais levado mais pelo sentimento que tenho quando leio os EVANGELHOS e olho o mundo ao meu redor: não posso ficar quieto enquanto ainda vejo moradores de rua, um menino no farol pedindo esmolas, uma mãe com uma menininha de colo vendendo amendoim para ter o que comer, jovens usuários de drogas, portando uma arma, envolvidos na criminalidade, não me conformo com o desespero de muitas pessoas, com as injustiças que elas tem que superar para conseguir algo para viver, o mínimo de dignidade, não me conformo com cada vez mais ser tangente a ausência de Deus na vida das pessoas. Não é questão de modismo, sentimentalismo, é questão de consciência em ser filho de Deus e enxergar meu próximo como filho de Deus também. Enfim, é questão de humanidade. Eu sei o que é o sofrimento, eu sei o que significa cada lágrima derramada e por isso que gostaria de fazer alguma coisa, não para ganhar prestigio, mais num simples propósito de ajudar alguma pessoa que seja a não passar pelo mesmo que passei. Não só para me sentir bem – acredite se quiser. Não quero recompensa de ninguém, a não ser de Deus. Sei que frente a isso deveria então me preocupar mais comigo mesmo, mas acredito que só ajudando é que realmente eu vou me sentir bem. Não penso em ser o salvador da pátria, não penso em resolver todos os problemas do mundo, não sou tudo isso, sou humano, com minhas falhas e limitações, mais penso em fazer o pouco que me cabe, a minha parte. E como penso em fazer isto?
Não tenho recursos, muitas vezes não tenho nem o que comer direito, fiz uma doação completa ao meu Senhor. O Bom Deus, no entanto, me deu um DOM, é tudo o que disponho e entrego sem reservas: sou um artista e vejo o mundo com outros olhos; leio ele como um lindo poema, vejo cores onde muitas vezes não há, considero o mundo como sendo um palco e que cada um está nele para atuar o seu papel com maestria, também o vejo como uma linda orquestra, às vezes, como uma banda de rock, mas sempre bem conduzido por um sábio maestro que consegue dar harmonia. Acredito que a Arte pode ser um instrumento eficaz na luta que empregamos em construir um mundo melhor e aqui está o meu sonho: EVANGELIZAR POR MEIO DA ARTE! Ao contrário do que muitos aqui podem pensar, evangelizar não é apenas falar, não é apenas ficar na igreja rezando (mesmo sendo algo muito importante) evangelizar é ir além, dar um passo além, em direção a algo maior: Deus e o próximo! Enfim, evangelizar é fazer algo! Às vezes me sinto como o personagem Mestre Romão do conto Cantiga de esponsais, de Machado de Assis, de que como ele sou um artista que nunca vou conseguir concretizar uma obra de arte, mais na moral, eu não quero terminar como ele, pelo contrário, quero sim ao menos deixar um rastro meu na face da terra. Não quero que as cortinas se fechem antes de ter apresentado o meu espetáculo.
Eu acredito que por meio do teatro, do desenho, da música, da literatura, da dança, eu possa ajudar crianças, jovens, adultos, idosos. Estejam eles em situação de rua, enfermas, viciadas, passando fome, desempregadas, em desespero ou mesmo precisando somente de uma palavra amiga. Gostaria mesmo de ajudar as pessoas, sem querer nenhuma recompensa. Ajudar a transformar este mundo num lugar melhor de se viver, com os pés no chão e cabeça em Deus, tudo pela graça e o louvor de Deus.
Este meu sonho se chama Missão Lux et Pax, um projeto de Evangelização que ainda não foi concretizado e está mais ainda é no papel. Será uma alegria poder dispor de um espaço onde as pessoas possam se encontrar e falar com Deus, encontrar com os amigos e tomar por conta da casa uma dose de Arte e de Cultura. É um sonho que está no coração do Bom Deus, pois foi eu mesmo que o depositei ali, aguardando o tempo certo de se realizar. Bem, por enquanto estou tentando chamar atenção das pessoas, procurando por aqueles que queiram me ajudar. Se você se sente tocado, no mínimo peço que você me ajude da seguinte forma: primeiro rezando, intercedendo por este projeto, segundo, a Missão Lux et Pax está em algumas Redes Sociais, se for possível, se você tiver conta em alguma delas, dar o seu like (curtir), nos seguir, compartilhar, comentar sobre elas com os seus amigos. Me ajude a evangelizar, não por mim que eu peço isso, mais pense nas muitas pessoas que poderão ser beneficiadas com esta iniciativa. O mínimo que você fizer já pode ser de grande ajuda. Quem sabe, talvez, você também venha fazer parte deste sonho.
Segue-se os links de nossas contas em algumas Redes Sociais:
Facebook: facebook.com/MissaoLuxetPax
Twiiter: @omluxetpax ou twitter.com/omluxetpax
YouTube: TV Lux e Pax ou youtube.com/TVLuxetPax
Flickr: flickr.com/missaoluxetpax
Google+: Obra Missionária Lux et Pax
Aqui encerro, agradeço a todos os que leram até aqui. Que o Bom Deus abençoe a todos!

Vamos juntos espalhar cores pelo mundo!

Rafael Aráujo, milep

terça-feira, 7 de junho de 2016

Ser um(a) Missionário(a) Lux et Pax

O segundo nome oficial da Missão Lux et Pax é Obra do Bom Jesus e Maria, devido esta comunidade missionária ter como padroeiros o Senhor Bom Jesus e Nossa Senhora dos Prazeres, Mãe da Luz e da Paz, portanto, ser um missionário(a) Lux et Pax, significa ser um(a) missionário(a) do Bom Jesus e de Maria. Nosso Senhor Jesus é homenageado pela devoção popular com o título de Bom Jesus, porque Ele é Deus – “só Deus é bom” – e porque Ele passou em nosso meio fazendo e pregando bem e nos deixou os seus exemplos como lições para nós seus discípulos fazermos o mesmo. Isso é ser cristão, ser um “novo cristo” onde vivemos, onde estamos.
O convite da Missão Lux et Pax se dirige primeiramente a todos os artistas, sejam eles atores, poetas, escritores, músicos, compositores, escultores, artistas plásticos, mas não só, também se dirige a todos os que se identificam com este carisma e espiritualidade e que desejam de certo modo colaborar com ela.
Visamos em tudo fazer o bem e fazer bem feito, para maior honra e glória do Bom Deus.
Eis o carisma da Missão Lux et Pax: “Vós sois a Luz do Mundo, que vossa luz brilhe diante dos homens para que vendo vossas boas obras glorifiquem ao Bom Deus e tenham a verdadeira paz”. O Senhor nos convida a partilhar os nossos dons, nos deparamos a todo instante com notícias que abalam nossa confiança e mesmo a nossa fé: corrupção, violência, pessoas sendo mal atendidas nos hospitais, precariedade no ensino e nas escolas, desemprego, pessoas ainda coletando comida do lixo para ter o que comer, guerras, pessoas abandonando os seus países de origem contra a sua vontade. Cada vez mais nos deparamos com o descaso com o ser humano e também com a natureza, é evidente a ausência de valores éticos e morais, igualmente, a ausência de Deus no coração dos homens, vemos predominar o orgulho, a arrogância, a vingança, a supervalorização do seu ego, que muitas vezes passa em cima de todos os limites, acreditando que não precisam de Deus e nem do seu próximo.  Frente a tudo isso podemos perguntar: onde está Deus? Deus está em cada lugar a cada instante e, principalmente, dentro de nós, pois fomos criados por Ele, a Sua imagem e semelhança, fomos feitos pelo Amor para ser o amor. Também podemos perguntar: Deus não vai fazer nada para mudar esta situação? É Ele quem nos dá discernimento, fortaleza e sabedoria para que NÓS possamos mudar essa situação que no mais das vezes é de própria origem humana.
A Missão Lux et Pax lança um desafio e ao mesmo tempo te faz um convite: Fazer o Bem e ajudar o Próximo. E vai além, te desafia e te convida a fazer um encontro pessoal com Jesus Cristo e deixar sua vida ser transformada por Ele. Este mundo pode ser um lugar melhor? Sim, desde que cada um faça a sua parte, não pense somente em si, mais também naqueles que estão ao seu redor. Resumindo, deixar o Espírito Santo avivar o dom que está em cada um e pô-lo em comum para o bem e o desenvolvimento de todos. Ninguém que conheceu o Bom Jesus guarda este tesouro só para si, mas tem o desejo ardente de partilhar com os outros que ainda não O conhecem; buscam este encontro em todas as experiências e momentos da vida, sempre e num continuo renovar que culmina no prêmio eterno que é viver eternamente junto do Bom Deus no céu.


A Missão Lux et Pax ainda está em fase de fundação e de estruturação, ela ainda é um projeto que não tem muito de concreto, mais que basicamente é ajudar as pessoas a ter um encontro com o Bom Jesus e está fundamentado na Palavra de Deus, por isso ela é essencialmente um Projeto de Evangelização. Muitas são as ideias e sonhos, mais tudo visando estar perto do Bom Deus. São nossas propostas ter espaços culturais e artísticos e de auxílio social, no entanto priorizando ser lugares de oração. Planejamos lugares onde se tenha uma capela e atendimento espiritual, cursos artísticos, cursos profissionalizantes, assistência social, palestras, retiros, seminários, formação. Planejamos ajudar crianças em fase de escola, enfermos, jovens, adultos, idosos, dependentes químicos e do álcool, moradores de rua. Enfim, ajudar a todos a quem o Senhor nos enviar e que vir até nós, sem distinção, especialmente os mais necessitados. Planejamos também fazer visitas e missões populares a residências, escolas, hospitais, presídios, enfim todos os lugares onde for necessário levar uma palavra de conforto, de conselho, de admoestação e a Misericórdia Divina. É comum nos deparar com pessoas que não se sentem preparadas ou capacitadas, que tem vergonha, ou que acha perca de tempo ou mesmo algo chato por se tratar de algo da “igreja”.  São muitos os que visam ou almejam apenas o sucesso, a vanglória ou que guardam seu dom apenas para si. A Missão Lux et Pax têm uma proposta ousada ao convidar a navegar por águas mais profundas, aprender a humildade e servir ao Bom Deus no seu irmão. Outra forma de traduzir este carisma é: “que Deus cresça e eu diminua”. Nada podemos sozinho e não existe melhor alegria e recompensa do que dar e se doar com gratidão e simplicidade.  
 Você é luz do mundo e pode estar sendo chamado a fazer parte desta Obra. Venha nos conhecer melhor. Muitos precisam de sua luz. O Bom Jesus precisa que você coloque a sua luz em favor de todos aqueles que Ele muito ama e que por algum motivo estão envoltos por trevas.
Venha ser um missionário, uma missionária Lux et Pax.
Venha ser um colaborador, uma colaboradora desta Obra.
Velha junto com a gente espalhar cores no mundo.
Queremos em breve comunicar novidades e testemunhar as Maravilhas que o Bom Deus operou por nós e por meio de nós.
Mais informações você pode entrar em contato pelo e-mail: om_milep@hotmail.com, pela nossa página no Facebook: facebook.com/MissaoLuxetPax ou entrar em contato com o missionário Lux et Pax Rafael Araújo pelo telefone: (21) 99211-2702 (não dispõe de WatsApp).

quarta-feira, 16 de setembro de 2015

Uma breve história da Lectio Divina

Igreja primitiva e Padres do Deserto

A leitura orante da Bíblia, ou LECTIO DIVINA, é um alimento necessário para a nossa vida espiritual. A partir desta forma de oração, conscientes do plano de Deus e da sua vontade, podemos produzir frutos espirituais em nossa vida.
Pois bem, a Palavra de Deus, desde o começo do cristianismo, cumpre uma função importante. Ela nutre a fé e orienta a vida dos fiéis.
Igreja Primitiva. Vejamos algumas componentes da vida na comunidade primitiva, reunida para o culto: “Eles eram perseverantes em ouvir o ensinamento dos apóstolos, na comunhão fraterna, na fração do pão e nas orações” (At  2,42).
Posteriormente, São Paulo dirá a Timóteo o seguinte “Ensinando isto aos irmãos, serás um bom ministro de Jesus Cristo, nutrido com as palavras da fé e da boa doutrina, que tens seguido fielmente” (Tm 4,6). “Até que eu chegue aí, dedica-te à leitura, à exortação, ao ensino” (v.13). Quando fala da leitura: “Trata-se da leitura pública da Escritura, tal como se praticava nas reuniões de oração na sinagoga (cf. Lc 4,16-21; At 13,14-16). Alguns pensam que se alude aqui não só à leitura de textos do AT, mas também de epistolas paulinas ou de outros escritos cristãos” (TEB, 1994).
Padres do Deserto. No séc. III, muitos homens (hoje conhecidos como Padres do deserto) se afastaram do mundo e foram viver no deserto para se dedicarem melhor e exclusivamente a Deus, na solidão, austeridade, renúncia dos bens,  silêncio e oração, etc. Tais pessoas são: Anton, Arsénio, Zacarias e muitos outros que sempre se sentiram movidas pela Palavra de Deus.
Por outro lado, mesmo existindo, naquela época, um alto grado de precariedade na cultura e analfabetismo, os monges (anacoretas e cenobitas) do deserto colocam a Escritura no centro da sua espiritualidade. O uso das Sagradas Escrituras era algo comum nos mosteiros do baixo Egito. Os monges aprendiam de cor alguns versos dos salmos, frases do Evangelho e relatos do AT. Simplesmente, a Palavra ocupava grande parte do dia. Era cantada, repetida, rezada, aprendida, deixando-se por ela transformar.
Foto: De reprodução.
Os eremitas dispunham muito tempo para lembrar e meditar. Durante o trabalho eles recordavam alguma Palavra ou frase da Escritura, que tinham aprendido de cor. Repetiam e tratavam pôr em prática a Palavra meditada.
Eles faziam uma hermenêutica (alegórico-espiritual) da letra do texto, caracterizada pela liberdade do Espírito. Faziam, também, exegeses cristológicas do Antigo Testamento. De fato, Cristo ocupa o centro de toda a Revelação. O AT, portanto, deve ser lido à luz do NT. Jesus é o vencedor do Maligno antigo.

Resultados da Lectio Divina. A Escritura protegia os monges no combate espiritual. A Lectio Divina era um conforto espiritual e psicológico na vida de solidão. De fato, a meditação da Palavra ajuda de modo eficaz a viver com equilíbrio em todas as dimensões da pessoa. Em resumo, a Palavra de Deus transmitida tanto de maneira oral como escrita era extremamente importante na vida cotidiana da Primitiva Comunidade cristã e dos Padres do Deserto. Eles se sentiam sempre na presença de Deus antes, durante e depois da Lectio Divina.
Autor do Texto: Cristóbal Ávalos

Bibliografia:
Bíblia Tradução Ecuménica. TEB. - São Paulo : Loyola, 1994.
Bíblia de Jerusalém. - São Paulo : Paulinas, 2002.
Bíblia Sagrada. CNBB. - São Paulo : Canção Nova, 2012.

Diccionario Biblico. AUTORES VARIOS. Mundo Hispánico.
Historia de la Lectio Divina. Izquierdo Antonio. - Roma : Ecclesia, 2010. - Vol. 4.
Vocabulario Griego del Nuevo Testamento. Sígueme Editorial. - Salamanca  : Sígueme, 2001.

sábado, 11 de julho de 2015

Somos Missionários da Paz

Hoje lembramos de São Bento, nosso glorioso santo intercessor junto ao Bom Deus. Queremos tratar um pouco então como sua espiritualidade está interligada com o Espírito Missão Lux et Pax. Você já deve conhecer a Medalha de São Bento ou ao menos ter visto ela, não sabemos se você já reparou na inscrição PAX gravada nela, é dali que nasceu o nome da Missão Lux et Pax.

PAX é uma palavra que tem grande importância na espiritualidade da Missão Lux et Pax, tanto que ela vem já citada no seu nome (LUX et PAX).
A palavra Pax, nosso nome e saudação oficial dos Missionários desta Obra de Evangelização, significa Paz e seu significado bíblico se encontra no Evangelho de São João, capítulo 14, versículo 27: «Deixo-vos a paz, dou-vos a minha paz. Não vo-la dou como o mundo a dá», trata-se, portanto, não simplesmente de um sentimento de tranquilidade, do cessar das guerras, da não violência, de bandeira e roupas brancas, mas sim da paz que vem do Bom Deus, é algo então como um sentimento que brota dentro de nós, que nos é presenteado pelo Espírito Santo como um Dom. Não conseguiremos um mundo que viva em paz, sem violência, se não estivermos em paz dentro de nós, no nosso interior, em nossa alma, em outras palavras, consigo mesmo. Não iremos conseguir a paz dentro de nossos lares, na nossa família, se ela não existir dentro do nosso coração. A paz não vem de fora para dentro, é um movimento ao contrário: ela sai de dentro de nós.
Ter paz, também, não significa não ter problemas, significa ter tranquilidade e força interior para superá-los. Esta paz que nos dá forças e tranquilidade só pode vir de um único lugar, o Sagrado Coração de Jesus.
A palavra LUX significa LUZ, esta palavra nos lembra de nossa missão como Missionários Lux et Pax: «Vós sois a Luz do mundo» (Mt 5, 14), quando existe escuridão, existe impaciência, existe preocupação, medo, tristeza, intranquilidade, existe pecado! Mais quando se há uma chama bem acesa ela irradia luz na escuridão e todos os que estão naquela sombra, quando iluminados por esta luz, se sentem mais tranquilos, se sentem em paz, se sentem felizes (aqui fazendo um paralelo com nossa padroeira-mor: N Sra dos Prazeres ou das Alegrias). Portanto, todo Missionário Lux et Pax é o primeiro convidado a se sentir iluminado pela luz que é Jesus e recebendo esta luz dentro de si, fazer brotar a semente da paz dentro do seu coração, para irradiar esta luz para o mundo a sua volta e partilhar os frutos desta semente.


Escola de Formação Santo Antônio.

domingo, 6 de julho de 2014

ORA ET LABORA e a Medalha de São Bento, a espiritualidade de São Bento e a Missão Lux et Pax

Se nós lermos a Regra de São Bento, teremos acesso a uma riqueza insondável que nos ajudará muito em nosso crescimento e busca espiritual. A todos os que fazem parte da Família Missão Lux et Pax é recomendável a leitura deste precioso testamento que o glorioso patriarca São Bento deixou a todos os seus filhos - primeiro os monges e monjas, depois a todos os seus devotos e discípulos. A espiritualidade da Missão Lux et Pax esta centralizado na espiritualidade beneditina, sobretudo, no Ora et Labora (Oração e Trabalho) e na Escalada da Humildade. Quem vive a espiritualidade Lux et Paz sabe que todo trabalho se inicia com a oração, se realiza com oração e termina com a oração. A Missão Lux et Pax é uma Obra de constante Oração e Trabalho e busca da santidade, com humildade.

Todos os missionários Lux et Pax utilizam a medalha de São Bento, isso porque nela esta a Cruz de Cristo e a palavra PAX (Paz). A Cruz de Cristo, loucura para muitos e terror dos demônios é aquilo que cada cristão prega, ela vai na frente para simbolizar que o Missionário Lux et Pax é seguidor de Jesus de Nazaré que morreu na Sagrada Cruz. A palavra Pax simboliza a saudação do Missionário Lux et Pax (cf. Mt 10, 12) e também aquilo que ele deseja que todos tenham, pois ele está repleto desta paz e quer partilhar com todos os que encontra em seu caminho.

São Bento, rogai por nós!

Elementos da Devoção da Divina Misericórdia

Estamos vivendo o Ano da Divina Misericórdia na Missão Lux et Pax (2014-2015). Para que possamos os auxiliar no conhecimento desta devoção trazemos neste mês os Elementos da Devoção à Divina Misericórdia. Boa leitura e que você possa proclamar depois, exercitando a sua fé: Bom Jesus, Eu confio em vós!

Formas de Devoção
Ao longo dos séculos, o Espírito Santo tem suscitado na vida da Igreja diversos modos de responder à vocação comum da santidade (cf. LG 40). Diversas vezes, homens e mulheres inspirados pelo Senhor se tornaram autênticos modelos de vida, e puseram em destaque um ou outro aspecto da vida e verdade cristãs, dando início a diversas escolas de espiritualidade (cf. Catecismo da Igreja Católica, nn. 2683ss). Em outras ocasiões, o povo de Deus de uma determinada região se sentiu impelido a expressar a sua fé através de gestos, palavras e símbolos que, com o passar do tempo, se tornaram uma marca registrada de sua história religiosa, alimentando o seu amor a Deus e aos irmãos. Isto sem falar no fato de que a Sagrada Liturgia, cujo centro é a Celebração Eucarística, desde os primórdios do cristianismo também foi assumindo contornos particulares nesta ou naquela região do mundo (rito bizantino, sírio, ambrosiano etc.), mantendo um núcleo comum, mas com elementos rituais bem diversificados.
Liturgia, espiritualidade e piedade popular pretendem ser, na vida da Igreja, expressão de uma mesma fé, esperança e caridade, e, ao mesmo tempo, fomentá-las no coração das pessoas, dos grupos, das comunidades, na diversidade de formas autenticadas posteriormente pela autoridade da Igreja. Como dons do Espírito, não devem estar em conflito, mas confluir para a edificação do Corpo de Cristo, para a encarnação do Reino de Deus no “aqui e agora” (hic et nunc) da história. Abusos e desvios hão de ser discernidos e corrigidos, na certeza de que pelos frutos se conhece a árvore, e igualmente na certeza de que o Senhor deseja dos batizados muito fruto, e frutos que permaneçam.
Neste contexto é preciso resgatar o exato valor das devoções, que deverão sempre estar em processo de purificação e renovação, como de resto toda a vida eclesial, sujeita às vicissitudes dos tempos e às fraquezas humanas. O recente Diretório sobre piedade popular e liturgiaPrincípios e orientações, da Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos (17/11/2001), sublinhou o “primado da liturgia” na vida cristã (n. 11), que se insere no âmbito daquilo que é “necessário” para nossa santificação. Ao mesmo tempo, porém, observa (nn. 7-10) que na vida eclesial há espaço para os “pios exercícios” (expressões públicas ou privadas de piedade cristã calcadas no espírito e na estrutura da Liturgia), para a “piedade popular” (manifestações cultuais derivadas da índole de um povo que tem fé), bem como para as “devoções”. Como entender o conceito de “devoção”? O Diretório assim se expressa:
“No nosso âmbito, o termo vem usado para designar as diversas práticas exteriores (por exemplo: textos de oração e canto; observância de tempos e visita a lugares particulares, insígnias, medalhas, hábitos e costumes), que, animadas por uma atitude interior de fé, manifestam um acento particular da relação do fiel com as Pessoas Divinas, ou com a Beata Virgem (...), ou com os Santos (...)” (n. 8 – destaques nossos). O documento faz referência a outros textos: Concílio de Trento (DS 1821-1825); Pio XII, Encíclica Mediator Dei; SC 104; LG 50.
Vê-se que a Igreja admite a possibilidade de expressões devocionais dirigidas ao Senhor Deus (Pai, Filho e Espírito), focalizando um aspecto particular do Seu inesgotável mistério (ad intra e ad extra); assim, p. ex., temos a devoção ao Pai eterno, à Divina Providência, ao Sangue de Cristo, ao Senhor Bom Jesus, ao “Divino” (Espírito) etc. Se autênticas, brotam de um coração filial e eclesial, uma alma repleta de amor e gratidão, na simplicidade de quem confia não na força de suas palavras, ou na sofisticação das expressões, mas na graça divina. É por isso que o citado Diretório admite que haja uma “devoção à divina misericórdia” (n. 154), que, como outras devoções, deve caminhar estreitamente unida às celebrações litúrgicas da Igreja, sobretudo a Páscoa do Senhor – e que há de nos conduzir a uma profunda atitude de adoração, louvor e ação de graças, súplica e reparação ao Deus Uno e Trino, rico em misericórdia, particularmente ao Coração Divino-Humano do Verbo Encarnado, fonte inesgotável da misericórdia, e a um empenho efetivo em prol dos irmãos e irmãs, particularmente os sofredores, pecadores e agonizantes, através de obras de misericórdia.
Entre os anos 1931-1938 o Senhor se dignou revelar à Santa Faustina algumas novas formas devocionais que pretendem auxiliar o cristão a se aproximar mais e mais do mistério da Divina Misericórdia – o terço, a novena, a hora, a imagem da Divina Misericórdia (esta, uma vez abençoada, torna-se um sacramental), e uma nova celebração litúrgica, a Festa da Divina Misericórdia (aprovada no ano 2000 e enriquecida com especiais indulgências). Podemos falar de “devoção” em relação ao mistério da Divina Misericórdia – que nasce do “culto” e frutifica no “apostolado”. A vida dos santos fala por si mesma – é uma teologia encarnada. Ora, Santa Faustina alimentava a sua vida cristã sobretudo da Sagrada Liturgia (vivia intensamente cada celebração do Ano Litúrgico), mas o Espírito não deixava de suscitar nela as mais variadas expressões devocionais relacionadas a Deus e aos Santos (ao Sagrado Coração de Jesus, à Paixão de Cristo, à sua Morte, a Maria, S. José, S. Miguel Arcanjo, S. Teresinha do Menino Jesus, as “Quarenta Horas” de Adoração – cf. Diário, nn. 40; 93; 150; 667; 914; 948; 1029; 1203; 1388; 1641; 1704; 1774), e de um modo especial ao mistério da Divina Misericórdia.
À guisa de conclusão: “devoção”, em seu genuíno sentido, nada tem que ver como “devocionalismo” vazio, supersticioso, desequilibrado, intimista, sectário. Há expressões exteriores de piedade que pretendem ser uma manifestação das virtudes da fé, esperança e caridade, ao mesmo tempo em que as confirmam e fortalecem. Redento M. Valabek, carmelita, ainda faz notar outra dimensão da autêntica “devoção” cristã: ela pretende indicar “o obséquio e o empenho devido em primeiro lugar a Deus”, ou seja, é uma “atitude habitual/permanente em uma pessoa que, com fervor, prontidão e constância, oferece a Deus o seu serviço expresso em várias formas”, chegando em algumas circunstâncias ao “sacrifício da própria vida” (Dizionario di Mistica, Libr. Editr. Vaticana, 1998, p. 408). Santo Tomás de Aquino, Doutor da Igreja, sublinha que um ato de devoção inclui particularmente a pronta oferta da própria vontade a Deus (cf. S. Th. II-II, q. 82).
Oxalá se multiplique, aqui na terra, o número de devotos da Divina Misericórdia, que, no céu, é a delícia e êxtase dos santos!

Santa Faustina, rogai por nós!
Fonte: Portal da Divina Misericórdia em: http://www.misericordia.org.br/index.php?option=com_content&view=category&layout=blog&id=24&Itemid=64, consultado no dia 07 de julho de 2014, às 01h16.

domingo, 8 de junho de 2014

O Espírito Santo é a solução para nossa vida

A Beata Helena Guerra é Apóstola do Espírito Santo e, ousadamente, escreveu diversas cartas ao Papa Leão XIII. Uma das coisas que ela fez foi dizer ao Santo Padre que o Senhor queria que o século XX fosse consagrado ao Espírito Santo, e o Pontífice o fez.

Anos depois, ao falecer Pio XII, os cardeais estavam na dúvida de quem escolheriam para ser o novo Papa; decidiram-se por um Papa de transição e elegeram João XXIII, que acabou de ser canonizado. O santo conhecido como o “Papa Bom” revolucionou a Igreja, convocando, sem que ninguém esperasse, um Concílio no qual até hoje se ouve falar e se ouvirá.

 A Santa Missa era celebrada de costas para o altar, os padres andavam de batina o tempo todo. Isso foi modificado, mas essas foram as mudanças acidentais. Ainda quando São João XXIII era simplesmente padre, ele visitou uma aldeia e lá verificou que as pessoas se utilizavam dos dons do Espírito Santo. Celebrava-se a Santa Missa e as pessoas ainda permaneciam no local de 15 a 20 minutos em adoração ou rezando uns pelos outros. Ele levou essa experiência por toda a vida. Ao dar início ao Concílio, imagino que Angelo Roncalli quisesse que todos fossem batizados como naquela aldeia.

Anos mais tarde, na Faculdade de Duquesne, nos Estados Unidos, alguns jovens católicos, impulsionados pelo livro “A Cruz e o Punhal” de Davi Wilker, pastor evangélico, começaram a se perguntar por que com os evangélicos aconteciam tantas conversões, tantas manifestações do Espírito e com os católicos não. Por isso aqueles jovens se reuniram para pedir a Deus que acontecesse a mesma coisa com eles. Passaram o fim de semana reunidos e, no domingo pela manhã, uma jovem foi à capela e expôs o Santíssimo Sacramento, quando começou a rezar em línguas. Então, veio outra moça e também começou a rezar da mesma forma; todos os jovens que participavam do encontro começaram a orar assim também. Daí em diante, começaram a se reunir para rezar e surgiram os grupos de oração.

Começando nos Estados Unidos, depois na Europa e foi se espalhando por todo o mundo. No Brasil, essa graça chegou nos anos 70. Perceba que derramamento do Espírito Santo e Concílio Vaticano II estão intimamente ligados. O Papa Leão XIII consagrou o século XX ao Espírito Santo e Ele agiu.

Aqui, no Brasil, havia um padre que passou por uma crise e deixou de rezar. Deus o inspirou e a única oração que ele fazia era a do Espírito Santo. Esse padre era responsável por um grupo de jovens, que também vivia uma crise, certamente em decorrência da crise dele [padre]. Certa vez, esse "padrezinho" convidou o padre Irineu Danelon, hoje cardeal, para ir até aquele grupo e pregar sobre a ação do Espírito Santo na Igreja. O padre responsável pelo grupo de jovens ficou encantado, pois nunca tinha visto aquelas passagens pelo prisma apontado pelo sacerdote amigo. Foi então para a capela e disse a Jesus que era isso que ele queria, dessa ação do Espírito que ele precisava.

Naquela época, haveria um encontro com o padre Haroldo Rahm e esse padre queria muito participar; no entanto, seu superior o havia mandado celebrar missas em outra paróquia. Quando chegou o dia do encontro com padre Haroldo, por providência divina, o superior o mandou ficar e participar do encontro. O padre Haroldo não pôde dizer muita coisa, mas falou do que era Renovação Carismática Católica, do batismo no Espírito Santo e o que estava acontecendo no mundo a partir daqueles acontecimentos. Ao fim, o padre Haroldo impôs as mãos sobre os outros sacerdotes e orou por cada um deles, o que os outros sentiram não sabemos, só sabemos que o "padrezinho" não sentiu nada na hora. Mas, a partir daquela noite, sua vida não foi mais a mesma, ele orou como nunca havia orado antes, tomou um gosto diferente pela Palavra de Deus. Esse padre sou eu.

 Sou fruto da consagração ao Espírito Santo que Leão XIII fez a pedido da Beata Helena Guerra. Desejo que cada um também receba o reavivamento do Espírito Santo. Que não tenhamos a covardia de guardar os dons, que os coloquemos à disposição do próximo. Que cada um utilize dos nove dons do Espírito Santo. Você que, agora, lê esse artigo, receba o Espírito Santo.
É a fortaleza do Espírito que nos fará fortes na tribulação. Que sejamos profundamente carismáticos, cheios dos dons do Paráclito. Oremos pedindo ao Espírito Santo que nos dê sabedoria, ciência, fortaleza, entusiasmo, coragem, eficácia... Que sejamos todos cheios do Espírito para sermos fortes na tribulação.
 
(Pregação: "O Espírito Santo é a solução para nossas vidas ", monsenhor Jonas Abib - Publicado Sexta-Feira, 06 de junho 2014, 15h28)