terça-feira, 3 de novembro de 2026

TESTEMUNHO: Santidade de hoje: como viver a presença de Jesus no mundo atual

 

Imagem da Internet

O que é a santidade e por que ela parte de Deus?

O que é a santidade? Santidade é ter a face de Cristo, as atitudes, o temperamento e os desejos d’Ele. Santidade é a presença viva de Jesus em nossa vida. O Senhor não deve ser apenas imitado como uma figura histórica. A santidade parte de Deus e só podemos ser santos n’Ele.

A sua história pessoal e tudo aquilo que Deus tem e deseja fazer na sua vida constituem um momento único, o qual vai exigir de você obediência.

Ter a face e os desejos de Cristo

Viver a santidade significa permitir que Jesus esteja presente na totalidade do nosso ser. Não se trata de encarar o Senhor como uma figura do passado a ser meramente admirada, mas de reconhecer que a verdadeira santidade brota d’Ele e se manifesta quando assumimos as Suas atitudes e o Seu temperamento no nosso cotidiano.

A resposta concreta de amor e a obediência do “sim”

Você deseja dar a Deus a santidade da sua vida, com o seu “sim”, com uma resposta concreta de amor? Essa atitude custa a própria vida, a experiência do dia a dia, o sacrifício e, principalmente, o compromisso de não se esconder atrás de uma devoção superficial.

Site: Dondeando por aí

Peregrinos ou turistas? O perigo de se esconder atrás das devoções

Uma grande dor é quando nós católicos nos escondemos atrás da santidade dos outros. Por que falar de dor? Porque muitos se escondem em uma devoção que não leva ninguém a lugar nenhum.

Quando você visitar santuários — como os de Assis, São Giovanni Rotondo, Lisieux entre outros —, o seu desejo deve ser o de sair de lá com o coração cheio do Espírito Santo. No entanto, algumas situações acabam tirando a mística desses locais, tornando-os apenas lugares de memória, e não mais de desafio de santidade de vida. Infelizmente, muitos vão a esses lugares como turistas, e não como peregrinos.

O desafio de viver a fé em um mundo dominado pelo capital

No mundo atual, no qual tudo é rodeado pelo capital e pelo dinheiro, precisamos dar um testemunho diferente e mostrar à sociedade que a nossa devoção nos conduz à santidade, e não somente a um aproveitamento financeiro da devoção.

Os pilares para uma vida de santidade

A adoração a Jesus Cristo e a luta pessoal pela verdade

Adorar Jesus é o fundamento da santidade. Só Jesus Cristo é santo. É a santidade d’Ele que atravessa o tempo, a história e entra na vida de cada um. É ela que faz de nós homens e mulheres santos. Sem o Senhor, ninguém é santo, ninguém é forte, ninguém é nada. Por essa razão, você tem de crer que o Senhor é capaz de fazer de você uma pessoa santa. Saia da ignorância, acredite que Deus pode mudar a sua vida e levá-lo a uma vida de santidade.

Santidade é luta pessoal, e só você pode ter a certeza interior dessa busca, defendendo a verdade que está na Igreja. Não dá para ser santo vivendo como todos vivem, aplaudindo tudo, vivendo o sistema deste mundo. Embora a santidade custe vida e sacrifício, é o jeito que o Senhor deseja que vivamos. A luta é sua, a dor, as lágrimas são suas, o ardente desejo de santidade também é somente seu!

A Eucaristia como fonte inestimável de santidade e abandono da hipocrisia

Não há santidade sem Eucaristia, sem comungar Jesus. O Santíssimo Sacramento é a fonte de toda a santidade.

Você não pode permanecer na hipocrisia de uma vida falsa.

FORMAÇÃO, Santidade de hoje: como viver a presença de Jesus no mundo atual. Canção Nova, 2026. Disponível em: https://formacao.cancaonova.com/espiritualidade/a-santidade-de-hoje/ . Acesso em: 03 nov. 2026.

segunda-feira, 2 de novembro de 2026

Comemoração de todos os fiéis defuntos

Dom Carmo João Rhoden
Bispo Emérito de Taubaté (SP)

 

Imagem: Canção Nova

Texto Referencial: “Não se perturbe o vosso coração. Tendes fé em Deus, tende fé em mim também. (Jo 14,1)

Memento mori. De fato, nada mais certo que morte e nada mais incerto que seu momento. Ao nascer já trazemos o vírus da morte conosco. Morrer é normal, mas é anormal gostar da morte, pois fomos criados para viver. Acentuo: homens e mulheres a partir do projeto de Deus, não foram feitos para morrer, mas para viver, para o encontro e não para desunião, para o amor e não para o ódio. No entanto, os homens se tornaram misteriosos reciprocamente e chegam até a temer-se. Ao longo de nossas rodovias, encontramos cruzes que lembram a morte. Por isso, o berço as vezes não está longe do túmulo.

A criatura racional carrega em seu interior a dor da finitude, e ao mesmo tempo saudades da infinitude. Sim, o homem teme a morte que chega a ser a espada de Dâmocles colocada sobre a sua cabeça. Falando mais existencialmente afirma Heindegger Sein zum Tode: ou seja, nós existimos para a morte. Outros diante dela, se revoltam e chegam até a blasfemar contra Deus. De fato, não é fácil raciocinar sobre a beleza da vida e sua importância, passando diariamente diante de cemitérios sem dúvida, olhar a vida sartreanamente é tornar-se míope em relação a esperança cristã, que deveria alimentar nossas vidas, nosso futuro.

Nós, no entanto somos cristãos. Cremos no Ressuscitado e procuramos seguir seus passos. Mesmo sentindo o peso da caminhada, somos iluminados pela palavra geradora de sentido, nutridos pela Eucaristia, e assim alimentados para prosseguimos fraternalmente, com os outros irmãos e irmãs peregrinos como nós. Dirigimo-nos, decididamente para frente sinalizados pela bússola do Evangelho de Jesus olhando assim para o alto, de onde nos vem a força, de continuarmos a luta, pois vamos para a casa do Pai. Jesus afirma: “na casa de meu Pai há muitas moradas: uma é para mim, as outras, são para os irmãos”. Devo, no entanto, desejá-la buscando-a, mesmo que na dura peregrinação deste mundo. Dura, mas exitosa, com a graça de Deus. Não contabilizamos tanto a quantidade de nossos anos, mas sua qualidade. Anima-nos o discipulado de Jesus, que nos fortalece a carregar a cruz, mostrando-nos, quanto somos importantes para o Pai Celeste. Maria – nossa Mãe – também nos espera amorosamente e nós temos consciência disso.

Por isso o dia 02 de novembro não é antes de tudo dia de tristeza e lamentação para nós. Portanto não vamos apenas visitar nossos cemitérios, para tristonhos, sentir deslizar cultivas lágrimas de nossas faces, nem somente para levar flores para ornar o túmulo de nossos familiares e amigos. Vamos como Igreja peregrinante ao encontro daquela triunfante, ou seja, celeste, conscientes de que devemos passar por aquela padecente (purgatório) pois temos consciência de que somos pecadores. Aliás, não é difícil constatá-lo: basta analisar algumas frações de nossas próprias vidas, ou algumas situações de nossa época: Fome, miséria, mortes, suicídios e guerras. Não basta? Sim, a amostragem já é suficiente, ela é o pedágio a ser pago pelo nosso trânsito pouco cristão pelos caminhos da vida. 4.1 Vamos então para nossas Igrejas ou então nossos cemitérios sobretudo para orar pelos familiares e amigos já falecidos. Vamos para suplicar sua intercessão. Repito: formamos a grande Igreja de Cristo: peregrinante, padecente ou triunfante, exercitamos assim a misteriosa, mas real solidariedade existente entre nós. Lembramo-nos de que eles já foram, e nós estamos a caminho. Sim, iremos também, mas sem medo nem pressa ou outros sentimentos menos nobres. Jesus – nosso Salvador –, nossa mãe Maria e tantos outros santos e santas por nós estão esperando. Portanto o Dia de Finados, nos faz olhar para traz realisticamente e esperançosamente para o futuro (conf. salmo (89) (90), 12.

Somos viajantes com fé gratos pela vida presente e desejosos daquela futura, repito: sem pressa…, mas confiantes. Irmãos, já, falecidos, intercedei por nós. Nós também não esqueceremos de vós, somos cristãos.

RHODEN, Carmo João. Comemoração de todos os fiéis defuntos. CNBB, 2026. Disponível em:  https://www.cnbb.org.br/comemoracao-de-todos-os-fieis-defuntos-7/#. Acesso em: 02 nov. 2026.